Tuesday, October 13, 2009

Ponto de ebulição
(Informam-se os leitores que o post seguinte contêm linguagem vernacular, pelo que os mais susceptíveis e dados ao melindre, que voltem mais tarde)

Ontem ia escrever um post que dizia assim:

«Começo a ficar farto desta merda e qualquer dia salta-me a puta da tampa e aí vai ser o caralho.»

Era meio da tarde. Decidi não publicar. Porque achei que era só mais um dia mau, e não valia a pena maçar-vos. À noite, fui dar formação. E por falta de paciência para motivar cepos para a temática (parte integrante da função), tive a minha primeira... digamos... "altercação" com um formando. Em resposta à falta de bom-senso e repetidos comentários de descredibilização, tive de lhe explicar que o respeito tem dois sentidos e puxar os galões da autoridade que o posto me confere, algo inédito em 5 anos de profissão. O problema é que exemplifiquei. O problema é que não fui manipulador ou assertivo. Fui agressivo, duro, irónico, humilhador. Para alguém que não tinha armas, capacidade para argumentar. E deu um gozo estúpido espezinhar um homem na frente de outros quinze. Sentimentos pequenos de vingança e justiça com que me deliciei.

Contava que hoje tivesse vergonha. Ainda não. Estou a ficar preocupadamente desiquilibrado.

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Monday, July 27, 2009

A esta hora no canal Hollywood...

«Let me give you a little inside information about God. God likes to watch. He's a prankster. Think about it. He gives man instincts. He gives you this extraordinary gift, and then what does He do? I swear for His own amusement, his own private, cosmic gag reel, He sets the rules in opposition. It's the goof of all time. Look but don't touch. Touch, but don't taste. Taste, don't swallow. Ahaha. And while you're jumpin' from one foot to the next, what is he doing? He's laughin' His sick, fuckin' ass off! He's a tight-ass! He's a sadist! He's an absentee landlord!»

Al Pacino in The Devils Advocate

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Tuesday, May 19, 2009

Stress é...

Comprar um maço de tabaco às 11h, e não ter cigarros às 16h.

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Wednesday, April 29, 2009

Sinais dos tempos

Crescemos a recalcar o facto que uma meia verdade não deixa de ser uma mentira. Ao ponto de um dia já fingirmos acreditar no inverso.

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Saturday, January 17, 2009

A fazer amigos nas reuniões de condomínio - Parte 2

Eram 23:00 de sexta-feira. A reunião começara às 21:00. Esmifraram-se ao pormenor temas de suprema relevância como o tempo que a luz permanece ligada quando activada pelo sensor, se fecha a porta da entrada se não fecha, se a senhora da limpeza vai um dia ou duas manhãs, entre outros. Àquela hora tratavam-se dos formalismos, de aprovar a minuta da acta (sim, só a minuta). Utilizavam-se termos no trato relacional como «Sr. Presidente da Assembleia», cantava o administrador em tom de leilão «quem vota, quem se abstem, aprovado por unanimidade» e eis que alguém decide questionar se a clausula terceira não devia ser a quarta e a quarta devia ser a terceira.

Explode o personagem: «Podemos ultrapassar esse pormenorzinho? Serei eu o único a não ter nenhum prazer mórbido no tempo desperdiçado nestes formalismos?»

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Sunday, December 28, 2008

Exercício domingueiro

Devo dizer que, para quem não pegava na bicicleta há umas semanas (para não dizer meses), ainda aguento uns 25 quilómetros entre Leça do Balio e Foz com regresso.

Quando há motivação (pelo menos inicial) e quando a mente está com sinapses a mais, o corpo aguenta sempre.

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Thursday, October 30, 2008

Rubrica «Constatação de Factos»

Há momentos de maior agitação emocional que um gajo sente que só uma boa erva nos garante e devolve uma verdadeira dose de racionalidade e pragmatismo. A parte má disso é que só depois de grelhar umas costeletas e estrelar uns ovos em óleo bem quente, é que esse mesmo gajo se apercebe que não ligou o exaustor e já não consegue sequer ver a porta da cozinha.

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Tuesday, October 28, 2008

É nestas coisas que se vê os cyber-amigos!

Anda um gajo numa fase turbulenta-agitada-depressiva-apática-disléxica, assim no pólo negativo do já meu conhecido bipolarismo, sem escrever há uma semana, que até podia estar a morrer com um cancro na cabeça, e não há um único caralho de um leitor que, assim como quem não quer a coisa, seja gajo para perguntar: «Ai e tal, tás fixe?».

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Thursday, September 25, 2008

Esta manhã na Rádio pública

O programa chama-se "Hora do Sexo". E o sexólogo de serviço lê um e-mail recebido com uma dúvida existencial de um ouvinte anónimo. Rezava mais ou menos assim:

«Não é muito fácil para mim falar nisto. Tenho 20 anos e ainda sou virgem. Apesar de não ter dúvidas nenhumas que sou heterossexual, ainda não encontrei a mulher certa. É normal a minha situação?»

Reparem no típico final "é normal a minha situação", como quem pede uma festa na cabeça. Vai daí o sexólogo apresenta duas ideias muito vanguardistas.
A primeira, é o referir peremptoriamente que já é muito tarde, apresentando uma faixa etária tipificada dos 14 aos 18. E dizendo que não deve esperar pela mulher certa pois essa será para os momentos especiais. Deve quanto antes diversificar e adquirir experiências mútliplas, experimentar sensações, para estar então preparado para o momento especial. Uma espécie de workshop! (expressão textual, juro!).
A segunda ideia é ao sugestionar que, como psicólogo, quando ouve alguém afirmar com muita certeza que é hetereossexual, é porque provavelmente não o é. E então passa a receita: o ouvinte deve passar a observar os homens no autocarro e na discoteca (novamente textual!), de modo a tirar as dúvidas.

Eu sou um liberal. E isto é muito bom. Muito à frente. Não consegui parar de rir durante todo o percurso Maia ao Porto, ao imaginar a auto-estima do ouvinte e seu grau de satisfação com a resposta do expert.

Amanhã, não percam as declarações do Provedor!

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Wednesday, September 24, 2008

Paranóia tão perto

«A conclusão é simples: confiar nos outros é a coisa mais estúpida que existe. Mesmo assim, os comuns mortais insistem em confiar uns nos outros, argumentando que não podem viver de outro modo. Esquecem ou aceitam traições, não se preocupam com as injustiças. Se optou por ser paranóico, não vá nessa. Você é superior a todos esses miseráveis. Ponha a justiça em primeiro lugar e terá, do seu ponto de vista, razões de sobra para a exercer.»

J.L. Pio Abreu in «Como tornar-se doente mental»

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Friday, May 02, 2008

Este blog encontra-se indefinidamente em autogestão (como aliás até já deu para reparar)

Trabalho? Muito. Criatividade? Muito pouquinha. Ora entre as aulas, as formações, as consultorias e a leitura nos tempos livres a incidir em reflexões e ensaios sobre as transformações em curso na sociedade moderna, não tenho tido muito a dizer com enquadramento directo à filosofia deste canto.

Vai daí, bom fim de semana. Breve, breve, a ficha muda até porque Domingo começa a Queima no Porto e eu acho que vou queimar mais uns resistentes e já raros neurónios. Entretanto, dá-lhes Sermente.

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Thursday, March 13, 2008

«Ó S'tôr!» I

Ontem foi a minha primeira aula académica como docente. E chego à conclusão que estou demasiado formatado para o contexto profissional. A certa altura, senti que tenho de fazer um sério esforço para adaptar a linguagem e os próprios conceitos ao meu novo público: 40 putos dos 17 aos 22 anos. Porque o que para nós é básico derivado do treino da experiência, para eles não é. Exemplo: quando se fala em "visão integrada" é preciso ter dois cuidados. Explicar o que é "visão" e explicar o que é "integrada".

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Friday, March 07, 2008

Ou se calhar até não…

Ontem choraminguei um pouco relativamente às desvantagens da consultoria, com alguma nostalgia do contexto intra.
No entanto, umas horas após escrever o último post, voltei a sentir através da cara-metade as desvantagens in-house.

Há quase um ano atrás, explorei aqui as diferenças entre estas duas lógicas de trabalho e não me pretendo repetir. Apenas acrescentar que o facto de executar serviços técnicos após a fase política da venda interna das intervenções, tem o seu quê de conforto, apesar das desvantagens ao nível do desenvolvimento e polivalência de competências, nomeadamente políticas. Porque não se têm de lidar com algumas coisas complicadas de gerir emocionalmente. Como despedir pessoas.

Já o fiz dezenas de vezes no passado e sei o que é. Já despedi um tipo ao final de 15 dias de trabalho, por um erro grosseiro que cometeu, e que demonstrou imaturidade e irresponsabilidade extremas. Decisão minha, sem pressões, mas que ainda assim, apesar de exteriormente inflexível na decisão para com o próprio, me levou alguns dias a digerir. Porque tinha ido buscá-lo a uma grande empresa, onde tinha uma posição e antiguidade consideráveis. E, de repente, ficou desempregado.
Mas há ainda bem pior. Quando não temos a autonomia suficiente para fazermos apenas aquilo que queremos e achamos justo. E, assim, temos de despedir 5 homens que fazem parte da mobília da casa, por imposição de uma Administração, quando o motivo não nos parece justificável para um despedimento, mas apenas para um outro tipo de penalização / repreensão. Também já me aconteceu. Argumentámos, mas quem manda mostra-se completamente irredutível.

E nós executámos, como teve de fazer ontem a cara-metade. E como eu fiz, um dia, com esses 5 homens. Violámos os nossos princípios de integridade, agredimos o nosso sentido de justiça. Tudo por falta de coragem em negar fazer algo que não concordámos e por consideração àqueles que são os nossos compromissos pessoais e familiares. Todos precisámos do emprego. Desta forma, garantimos que mantemos o nosso. Mas a gestão emocional dos nossos actos revela-se difícil. Não conseguimos deixar de empatizar com os alvos da nossa acção, pensamos nas consequências para eles, e por vezes demora anos a atingir a redenção do que não conseguimos deixar de considerar um pecado.

Conclusão de hoje: trabalhar com e gerir a vida de pessoas não é fácil. Mas nada o é. E, como dizia o Gonçalo, «é mais feliz quem ignora».
Acho que, no fundo, às vezes não me apetece é fazer nada. O meu projecto de carreira deveria passar por vender sandálias de couro feitas à mão pelas praias da Jamaica. Isso sim, era bonito.

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Thursday, March 06, 2008

Ninguém paga a ninguém

Trabalho com seis empresas diferentes na área da consultoria RH, em projectos vários: formação comportamental, recrutamento de pessoal, implementação e revisão de sistemas de gestão de desempenho baseados em indicadores de competências e objectivos, diagnósticos de clima organizacional, definição de planos de remuneração e benefícios com valoração de postos de trabalho e restante outsourcing.
Cada uma destas empresas especialistas tem os seus clientes. E às vezes também disputam os mesmos, o que me obriga a alguma gestão ética, porque acontece de aparecer no mesmo cliente por mais do que um fornecedor.

Dos serviços que presto advém uma remuneração bruta “à peça / hora”, da qual o Estado me cobra 21% de IVA, retém 20% de IRS e chula quase 200 eurinhos fixos à Segurança Social (que só são contabilizados para reforma, porque baixa médica ou desemprego é mentira!). Mas isto dava outro post.

A questão é a cadeia de pagamento. O cliente do cliente do meu cliente (perceberam?) não paga dentro do prazo negociado as facturas do serviço que lhe é prestado / produto que lhe é fornecido. Logo, o cliente do meu cliente também se atrasa no pagamento do serviço de recursos humanos. Logo, o meu cliente também demora a pagar o serviço que subcontratou. E eu, no talho e no supermercado, tenho de pagar a pronto. Não está certo.
O grande não paga ao médio e este não paga ao pequeno. O pequeno, apesar dos meus 188 cm, neste caso sou eu.

Compreendo que os meus clientes não possuam fundo de maneio para me assegurar o pagamento. Compreendo que nem o queiram ter, porque uma conta caucionada implica juros que num instante lhes comia a margem do negócio. Compreendo até que, quando tenho informação privilegiada e sei que o cliente deles pagou, precisem de direccionar a liquidez para outras prioridades. Mas o que não compreendo é que me peçam o recibo para «agilizar o processo» e depois o pagamento demore vários pares de meses. E chateia-me receber declarações de rendimentos 2007 de dinheiro que ainda não foi liquidado. Podiam aproveitar o envelope e anexar o cheque. É que entretanto já paguei IVA’s trimestrais de dinheiro que, aos olhos do Estado, já recebi. O engraçado é que esta cadeia também começa no próprio Estado. O facto da C.M. Lisboa dever 600 milhões, implica directa e indirectamente centenas de empresas e milhares de pessoas. Que, no fundo da cadeia, como eu, não se podem atrasar nas suas contas. E agora a piada: nem sequer ao Estado. Porreiro, pá.

Qual é o limite? Pus-me a pensar nisso ao olhar para a minha Contabilidade e perceber que o dinheirito que ainda não veio e já devia ter vindo dá quase para um popó! Mas aí tem de entrar o jogo de cintura: se é certo que quero receber como as pessoas normais, também é certo que não posso entrar de carrinho. Porque até me pagam num instante, mas arrisco a que deixem de me contratar os serviços.

Sinto-me uma puta ripada. Duas notas finais: felizmente, nem todos os meus seis clientes são assim, senão já vivia debaixo da ponte; e que saudades dos tempos em que tinha direito a 14 salários por 11 meses de trabalho.

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Tuesday, February 26, 2008

E, a pedido de várias famílias, cá vai um novo post para lavar a alma. O título: Dourar a pílula

Para mim, existe uma coisa que são os amigos profissionais. Os amigos profissionais não são, verdadeiramente amigos, mas são mais do que colegas. São pessoas com quem existe cooperação, à-vontade, entreajuda, honestidade, solidariedade, mas apenas a um nível profissional. São pessoas que não conhecem, nem pretendo que conheçam, a minha vida pessoal: os meus hábitos, os meus gostos, as minhas relações. Obviamente, também não lêem este blog. Quando acontece um amigo profissional começar a ler este blog, porque com ele partilhei o endereço, é porque lhe mudei o rótulo e agora já não é apenas um amigo profissional.

Adiante. Tenho alguns amigos profissionais. E, hoje, um desiludiu-me. Ele era, até ontem, um Director Regional de Desenvolvimento de um conhecido grupo de consultoria. Que é, também, meu cliente. Convidou-me para um café para me comunicar que iria abandonar o projecto por desentendimento com a Administração. «Eu fiz isto...», «Eu disse-lhes aquilo...», «Bem me imploraram para não sair, mas coloquei logo o lugar à disposição porque não admito que me questionem resultados, comigo ninguém faz farinha...», etc.
Hoje, em conversa com outro Director dessa empresa, alguém sem grande competência política que obviamente nunca leu Hemingway («O Homem precisa de 3 anos para aprender a falar e de 10 vezes mais para aprender a calar-se»), diz-me que gostaria de continuar a colaborar comigo, independentemente da saída do outro Director que era o meu link interno. Sim senhor, é o que a malta quer. E depois, sem que lhe perguntasse nada, continua: «É uma vergonha o que esta Administração fez com o A., ele que ajudou este grupo a nascer. É uma questão de forma, onde não lhe deram oportunidade. Nem teve tempo de ver o que lhe bateu. Estou solidário com o A. porque nas costas dos outros vemos as nossas, e quem cá fica não deixa de pensar que um dia será a nossa vez.»

Para a mesma fábula existem duas versões. Caricato mas não original. E a pergunta que hoje se coloca é: porque temos dificuldade em assumir publicamente que fomos despedidos? Porque questiona a nossa competência, dirão alguns. É preferível dourar a pílula até porque uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. E precisamos dessa verdade para viver com a frustração.
O tanas! Só se a auto-estima for muito baixinha. Aliás, um despedimento é um grande passo no processo de aprendizagem. Eu próprio tenho orgulho em dizer: já fui, em tempos, despedido. E espero voltar a sê-lo. Corria o ano de 2004, a administradora de um grupo têxtil, tomou posse e logo rapidinho concluíu que eu era um nabo e um perigo para a estabilidade do seu capital humano, logo toca a correr com ele. E eu lá fui. E não foi por isso que me convenci que era incompetente.

As opiniões são como as vaginas. Cada qual tem a sua e quiser dá-la... dá-la!

E é a nossa auto-confiança que nos faz continuar. Existem umas quantas teorias da motivação... Maslow, Herzberg, Vroom e outros, dissecam os factores externos que nos motivam. Para mim? tudo TRETA! A motivação que cada um de nós se tem de agarrar é intrínseca e sai cá de dentro. Porque no fim do dia de trabalho não vejo ninguém com bandeirinhas a gritar em côro o meu nome. O no dia seguinte a luta continua, inspirando fundo e com um sorriso nas beiças.

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Wednesday, February 06, 2008

Como se já não bastasse...

... eu ajudar a enterrar o Ensino, a partir do momento que começo a dar aulas, agora dizem-me que vou ser "orientador" de estágios.

Meus caros, escolher-me para orientador, supervisor ou mentor é, claramente, uma má aposta. O exemplo é fraco e o vosso futuro corre um sério risco de ficar hipotecado.

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Tuesday, January 29, 2008

Ainda a propósito da estação de serviço da Mealhada

Os bolinhos de bacalhau lá do sítio tem, logo à partida, um problema etimológico. Não querendo ser mal interpretado, insisto em dizer que os bolinhos são óptimos. Só não deviam chamar-se "de bacalhau", mas sim talvez... bolinhos de batata. Porque batata têm. E salsa. Mas do bacalhau nem aroma.

Não é porém fácil fazer entender esta lógica de pensamento filosófico à senhora da caixa.

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Thursday, December 20, 2007

Considerações sobre um período sabático

Esta vida de formador anda a desgastar-me. Convenço-me que preciso abrandar o ritmo. Primeiro, porque parte dos meus clientes insiste em implementar formação sem um sistema de gestão de base que premeie o desempenho e onde se possa contabilizar o retorno do investimento no capital humano. Segundo, porque falha a preparação da formação no que respeita à comunicação e "venda" interna dos projectos, e para além dos objectivos pedagógicos, o formador necessita conseguir conquistar o grupo para as temáticas. Terceiro, porque parte dos formandos são como cepos. É uma dura realidade. Quando, numa formação de gestão do tempo e num contexto de planeamento diário, refiro a importância de escrever como forma de aliviar o cérebro e promover a focalização e criatividade (já que extingue a preocupação de lembrar), um formando me diz: «Mas eu li que isso, por outro lado, prejudica a memória?»... fico sem argumentos e só me apetece distribuir chapada.

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Thursday, December 13, 2007

Raça do caraças

Os taxistas portuenses têm o dom de me fazer lembrar sempre daquele sketch do Gato Fedorento em que o RAP, referindo-se aos ciganos, diz: «Aquilo é um povo que era tudo para ir à vida também».

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Thursday, November 22, 2007

Como é que um homem não há-de andar fodido?

A maré de azar persiste. Anda um gajo uma porrada de anos a guardar um vinho, hoje abre a merda da garrafa cheio de apetite, e o cabrão do vinho (só) sabia a rolha.

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