Monday, August 03, 2009

Facto

Aos 33 anos ainda se aprende por tentativa e erro.

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Friday, July 03, 2009

A questão que ainda não levantaram



Mas, afinal, o Bernardino Soares é ou não é corno? Parece-me pertinente apurar, pois a relevância e/ou gravidade do acto, é suposto variar de acordo com a resposta.

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Tuesday, February 24, 2009

Contradição ou recalcamento?

Os homens passam o ano a insultar-se uns aos outros com termos como bicha, maricas, paneleiro, roto...

Mas quando chega o Carnaval qual é a primeira coisa que fazem? Vestem-se de mulher.

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Thursday, January 29, 2009

Momento Twitter

Local público de acesso pago à Internet. Gajo PC ao lado de phones nos ouvidos, 45 anos, a arranhar um sotaque abrasileirado:

«Ai assim você vai mi fazê corar... a minha cô prifirida é cô di pele. Ou transparentxi.»

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Saturday, January 17, 2009

A fazer amigos nas reuniões de condomínio - Parte I

Decorria uma tertúlia mesquinha acerca do barulho que, supostamente, provém do apartamento de uma vizinha, não presente na reunião. «Ai a música alta» diz o 3º Esq., «Ai o karakoe até altas horas» reclama o 1º Centro, «Ai os tacões e os 'conbíbios' à noite» refere o administrador do condomínio. Até que todos os olhares se centram na personagem, à espera de opinião para ultimar a unanimidade.

«Nunca ouvi nada. Devo ser mouco.»

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Sunday, December 21, 2008

Classificados Estado da Coisa

Procuro cérebro. Visto pela última vez na passada sexta-feira no Twin's. Apresentava na altura algumas marcas de mau trato, embebido em álcool, provavelmente ainda com a tonalidade da vodka preta, bem defumado e cristalizado. Pequeno, com 32 anos de idade mas pouco usado. O orgão não chega a ter valor comercial, mas possui valor emocional para o seu dono, dando-lhe também algum jeito durante a semana.

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Monday, December 08, 2008

Durante a quadra natalícia não posso convidar ninguém a vir cá a casa

Não comprei casa na Foz, Antas, Boavista, Leça da Palmeira, Matosinhos Sul, ou outras zonas de gente chique. De forma a ter poder económico para o imóvel que queria, escolhi uma zona de gente simples do povo.
A envolvência parecia-me, no entanto, razoável. O prédio com bom gosto. Até que chegou o Natal. O meu vizinho do lado tem umas luzes no terraço com mais cores que o arco-íris, visíveis a 15 quilómetros de distância. O vizinho de baixo tem um Pai Natal a trepar pela varanda, que eu tento com uma pistola de CO2, derrubar. A administração do condomínio colocou no lobby um Pai Natal luminoso, com uma mensagem de boas festas em que tudo é mau gosto: o lettering, a côr, a mensagem, o tipo de papel.

Sei que isto de bom ou mau gosto é subjectivo. Mas há coisas, limites, que são obrigatoriamente standardizados.

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Wednesday, October 01, 2008

Mensagens subliminares (aka ler nas entrelinhas)

Hoje vieram cá a casa dois tipos de uma empresa entregar um sofá que eu e a cara-metade encomendámos. Depois de montado e, na altura de passar o cheque, diz um deles enquanto olha em seu redor para toda a sala: «Depois se precisar de ajuda com a decoração fale connosco que também tratamos disso».

Tudo bem, não fosse um pormenor. A questão aqui é que a sala já está decorada. E tudo que me apeteceu dizer, em vez do meu sorriso amarelo, era: «Ó palhaço, nunca ouviste falar em minimalista?»

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Thursday, September 25, 2008

Estatuto (ou a vã glória de não o ter)

Nova reunião de supervisão de estágio este início de tarde. Encontro pontual no parque de estacionamento da empresa. O orientador da entidade acolhedora, sócio gerente da mesma, chega num Mercedes CLS 320 de 2007. Até aqui tudo bem. O meu estagiário chega num Audi A4 2.0 TDI de 2008. E o supervisor da Faculdade (eu!) estaciona lado a lado o seu C2 de 2004.

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Friday, September 05, 2008

Momento de embaraço

É estar no carro à porta da fábrica do cliente, a fazer tempo para o horário da Formação, e a ouvir em alto volume o "Like a Virgin" da Madonna, que passava na Antena 3, enquanto os formandos passam despercebidos por detrás do carro, no exacto momento em que berro, com voz esganiçada: «Touched like the very first time»...

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Thursday, September 04, 2008

Balanço da época Hattrick

O triste não é descer de divisão. O triste é ficar atrás de uma equipa que é um bot.

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Tuesday, April 29, 2008

Prós & Contras

O tema de ontem era dedicado à nova proposta de legislação laboral. Vi o programa durante 10 minutos e não fui capaz de continuar. Quando o melhor orador é o Carvalho da Silva está tudo dito quanto ao nível e expectativas.

Isto não é síndroma de especialista nem coisa que se pareça. Mas convinha ter lá alguém que, de facto, percebesse alguma coisinha de legislação laboral (actual), de mercados de trabalho e de recursos humanos, de economia de escala, de sociedade e cultura nacional ou ainda de modelos europeus de direito de trabalho.
Acho que era capaz de ser interessante, tendo em conta o tema anunciado durante a semana.

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Wednesday, April 23, 2008

Amares: assaltantes de café acabam a fugir despidos

Na minha terra os tasqueiros não brincam. Ai de quem tente fazer farinha…

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Tuesday, February 26, 2008

E, a pedido de várias famílias, cá vai um novo post para lavar a alma. O título: Dourar a pílula

Para mim, existe uma coisa que são os amigos profissionais. Os amigos profissionais não são, verdadeiramente amigos, mas são mais do que colegas. São pessoas com quem existe cooperação, à-vontade, entreajuda, honestidade, solidariedade, mas apenas a um nível profissional. São pessoas que não conhecem, nem pretendo que conheçam, a minha vida pessoal: os meus hábitos, os meus gostos, as minhas relações. Obviamente, também não lêem este blog. Quando acontece um amigo profissional começar a ler este blog, porque com ele partilhei o endereço, é porque lhe mudei o rótulo e agora já não é apenas um amigo profissional.

Adiante. Tenho alguns amigos profissionais. E, hoje, um desiludiu-me. Ele era, até ontem, um Director Regional de Desenvolvimento de um conhecido grupo de consultoria. Que é, também, meu cliente. Convidou-me para um café para me comunicar que iria abandonar o projecto por desentendimento com a Administração. «Eu fiz isto...», «Eu disse-lhes aquilo...», «Bem me imploraram para não sair, mas coloquei logo o lugar à disposição porque não admito que me questionem resultados, comigo ninguém faz farinha...», etc.
Hoje, em conversa com outro Director dessa empresa, alguém sem grande competência política que obviamente nunca leu Hemingway («O Homem precisa de 3 anos para aprender a falar e de 10 vezes mais para aprender a calar-se»), diz-me que gostaria de continuar a colaborar comigo, independentemente da saída do outro Director que era o meu link interno. Sim senhor, é o que a malta quer. E depois, sem que lhe perguntasse nada, continua: «É uma vergonha o que esta Administração fez com o A., ele que ajudou este grupo a nascer. É uma questão de forma, onde não lhe deram oportunidade. Nem teve tempo de ver o que lhe bateu. Estou solidário com o A. porque nas costas dos outros vemos as nossas, e quem cá fica não deixa de pensar que um dia será a nossa vez.»

Para a mesma fábula existem duas versões. Caricato mas não original. E a pergunta que hoje se coloca é: porque temos dificuldade em assumir publicamente que fomos despedidos? Porque questiona a nossa competência, dirão alguns. É preferível dourar a pílula até porque uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. E precisamos dessa verdade para viver com a frustração.
O tanas! Só se a auto-estima for muito baixinha. Aliás, um despedimento é um grande passo no processo de aprendizagem. Eu próprio tenho orgulho em dizer: já fui, em tempos, despedido. E espero voltar a sê-lo. Corria o ano de 2004, a administradora de um grupo têxtil, tomou posse e logo rapidinho concluíu que eu era um nabo e um perigo para a estabilidade do seu capital humano, logo toca a correr com ele. E eu lá fui. E não foi por isso que me convenci que era incompetente.

As opiniões são como as vaginas. Cada qual tem a sua e quiser dá-la... dá-la!

E é a nossa auto-confiança que nos faz continuar. Existem umas quantas teorias da motivação... Maslow, Herzberg, Vroom e outros, dissecam os factores externos que nos motivam. Para mim? tudo TRETA! A motivação que cada um de nós se tem de agarrar é intrínseca e sai cá de dentro. Porque no fim do dia de trabalho não vejo ninguém com bandeirinhas a gritar em côro o meu nome. O no dia seguinte a luta continua, inspirando fundo e com um sorriso nas beiças.

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Tuesday, January 29, 2008

Ainda a propósito da estação de serviço da Mealhada

Os bolinhos de bacalhau lá do sítio tem, logo à partida, um problema etimológico. Não querendo ser mal interpretado, insisto em dizer que os bolinhos são óptimos. Só não deviam chamar-se "de bacalhau", mas sim talvez... bolinhos de batata. Porque batata têm. E salsa. Mas do bacalhau nem aroma.

Não é porém fácil fazer entender esta lógica de pensamento filosófico à senhora da caixa.

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Thursday, January 24, 2008

Trágico mas hilariante



Nem de raiz se conseguiria sátira tão apurada. Portugal é um país único e por isso tão belo. Sofre de uma grande dissonância geográfica: por muito que acredite que está no sul da Europa, encontra-se de facto no norte de África.

São 15 minutos que valem a pena, vão por mim (gravação telefónica antecedente a debate no Jornal da Noite de hoje, subordinado ao tema «Emergência sem meios» - e sem competência, acrescento eu.).

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Friday, January 18, 2008

Era escusado uma gaffe tão monumental...

Hoje, enquanto saíamos de casa para jantar, falávamos do número de pessoas conhecidas que, neste início de ano, morreram ou a quem foram diagnosticadas doenças graves.

«Que mau presságio para este novo ano», diz a cara-metade enquanto saíamos do elevador.

Respondo em bom som: «Tem juízo, é apenas coincidência, toda a gente morre um dia», quando deparo de frente com um homem com uma coroa de flores nos braços, a olhar para mim, à entrada do edíficio.

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Sunday, December 23, 2007

Feliz Natal para todos



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Thursday, December 20, 2007

Considerações sobre um período sabático

Esta vida de formador anda a desgastar-me. Convenço-me que preciso abrandar o ritmo. Primeiro, porque parte dos meus clientes insiste em implementar formação sem um sistema de gestão de base que premeie o desempenho e onde se possa contabilizar o retorno do investimento no capital humano. Segundo, porque falha a preparação da formação no que respeita à comunicação e "venda" interna dos projectos, e para além dos objectivos pedagógicos, o formador necessita conseguir conquistar o grupo para as temáticas. Terceiro, porque parte dos formandos são como cepos. É uma dura realidade. Quando, numa formação de gestão do tempo e num contexto de planeamento diário, refiro a importância de escrever como forma de aliviar o cérebro e promover a focalização e criatividade (já que extingue a preocupação de lembrar), um formando me diz: «Mas eu li que isso, por outro lado, prejudica a memória?»... fico sem argumentos e só me apetece distribuir chapada.

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Tuesday, November 27, 2007

Profissão ingrata

Amanhã vou a Coimbra falar de comunicação e liderança a engenheiros mecânicos e químicos. Em concreto, uma tentativa de introduzir competências sociais no raciocínio da engenharia. Medo.

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