Wednesday, June 18, 2008

De regresso!

De umas revigorantes e claramente merecidas férias. A primeira semana foi dedicada a 3 cidades italianas: Milão, Veneza e Florença. E cada vez mais me convenço: esqueçam as agências de viagem. Marquei voos, viagens de comboio, reservei quartos de hotel, tudo pela Internet. No final fiz as contas: acrescendo alimentação e outras despesas locais gastei um total de 650 euros nessa semana. Não é caro, por uma agência pagava mais e ainda tinha de andar “em carneirada”. Excursões, nem a Fátima.

Adiante. As fotos estão no local do costume. Quanto às cidades, Milão é aquela cidade que nos faz sentir uns desgraçados. Por duas razões: uma, faz-nos sentir uns tesos. As lojas Gucci, Prada, Armani, Louis Vuitton e afins imperam. Um gajo olha por acaso para uma montra e vê uns chinelos engraçados, afina a visão para o preço e certamente terá 3 dígitos antes da vírgula, com o primeiro algarismo começado por 2 ou 3. A segunda razão: maior concentração de mulherão por metro quadrado. Na Holanda, já tinha visto mulheres bonitas, mas em Milão são bonitas e produzidas: loiras ou morenas, altas e magras, produzidas, com vestidos soltos em resposta aos 30ºC. Até a cara-metade compreendeu que, pelo menos a vista, eu teria de regalar.
Veneza. Maravilhosamente velha, maravilhosamente suja, maravilhosamente mal cheirosa. Uma aldeia em cima da água do tamanho de uma grande cidade. Pena que os únicos residentes sejam os idosos, já que a malta nova há muito se pirou para o “continente” à procura de oportunidades. Em Veneza, além destes, apenas os que trabalham para o turismo e os muitos milhares de turistas, massa que curiosamente estraga o encanto turístico da cidade.
Florença, cidade da arte, o Sermente bem dizia. Por todo o lado se desenha, se pinta, se esculpe, se molda. Obviamente, comprei a boina. Além disso, respira-se a recordação de que se tratou de uma das cidades mercantis mais importantes do mundo há uns séculos atrás. Arquitectura impressionante, palácios imponente com pés direitos assustadores. Uma cidade que fica dourada ao pôr-do-sol e de todas as cores pela noite dentro.

A segunda semana, o destino do costume: Tavira. 4 dias com os cunhados e a sobrinha em Pedras D’El Rei e 2 dias de barriga ao sol e muitas imperiais na Ilha de Tavira com a cara-metade. E livros: Lado Selvagem, de Jon Krakauer (o livro que inspirou o primeiro filme de Sean Penn como realizador); Crónicas de Uma Morte Anunciada, de Gabriel Garcia Marquez (dispensa apresentações) e Planisfério Pessoal, de Gonçalo Cadilhe (as crónicas da viagem de 18 meses à volta do mundo por terra e mar).

Agora, de regresso às atribulações do dia-a-dia. Entre trabalho e a mudança de casa, muito tenho para vos contar. Mas fica para quando cá vierem os gajos da TV Cabo instalar a Internet.

P.S. Sermente, não consegui controlar as lágrimas de emoção quando vi a tua dedicação e talento publicada neste canto. Um grande bem haja e continua a dar-lhe forte. Temos de marcar um copo: cheira-me que tens algo que eu não tenho.

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Tuesday, May 06, 2008

Mais um programa esquisito na Discovery Channel

Testava-se cocaína e marijuana em ratos. Obviamente, por via intravenosa, pois consta-se que não se conseguiu pôr os ratos a snifar ou a fumar. Adiante.
Concluíu-se que o rato a quem foi administrada a coca ficou hiperactivo, enquanto que o rato a quem foi administrada a marijuana ficou mais lento. Fenomenal. Concluíu-se ainda que o rato da coca perdeu o apetite, enquanto que o rato da erva ficou comeu como um alarve. Brilhante. Sou só eu a pensar assim, ou é mesmo preciso estar em 2008 a drogar ratos para tirar conclusões que já todos conhecem, excepto os cientistas e/ou ratos de laboratório? Esta malta não andou na Faculdade?

Nem vou entrar na questão do «against animal testing». Para mim, é apenas uma questão de desperdício.

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Friday, May 02, 2008

Este blog encontra-se indefinidamente em autogestão (como aliás até já deu para reparar)

Trabalho? Muito. Criatividade? Muito pouquinha. Ora entre as aulas, as formações, as consultorias e a leitura nos tempos livres a incidir em reflexões e ensaios sobre as transformações em curso na sociedade moderna, não tenho tido muito a dizer com enquadramento directo à filosofia deste canto.

Vai daí, bom fim de semana. Breve, breve, a ficha muda até porque Domingo começa a Queima no Porto e eu acho que vou queimar mais uns resistentes e já raros neurónios. Entretanto, dá-lhes Sermente.

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Tuesday, April 29, 2008

Prós & Contras

O tema de ontem era dedicado à nova proposta de legislação laboral. Vi o programa durante 10 minutos e não fui capaz de continuar. Quando o melhor orador é o Carvalho da Silva está tudo dito quanto ao nível e expectativas.

Isto não é síndroma de especialista nem coisa que se pareça. Mas convinha ter lá alguém que, de facto, percebesse alguma coisinha de legislação laboral (actual), de mercados de trabalho e de recursos humanos, de economia de escala, de sociedade e cultura nacional ou ainda de modelos europeus de direito de trabalho.
Acho que era capaz de ser interessante, tendo em conta o tema anunciado durante a semana.

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Thursday, April 10, 2008

Violência na TV

Ontem à noite, chego a casa, estendo-me no sofá, ligo a televisão e preparo-me para um zapping unilateral e independente, já que a cara-metade andava pela capital.

Parei no Discovery Channel onde estava a dar um programa chamado «Sobrevivência». O episódio de ontem consistia em sobreviver no deserto, com o auxílio de um camelo morto. Então lá estava o gajo e um camelo morto ao lado. Apanhei o programa a partir deste ponto, pelo que não sei se mataram o bicho para o efeito ou como foi.

Vai daí, o sobrevivente esventra o camelo e saca-lhe as entranhas. Limpa-o como a um frango, mas em versão camelo, imaginem a cena. Primeira utilidade do camelo: matar a sede, pelo que saca o conteúdo do estômago do animal e espreme o líquido para a própria boca. Arrasta os intestinos e restantes órgãos para longe da carcaça por causa do cheiro. Mija em círculo à volta da carcaça do bicho, para que a testosterona da urina afaste os predadores. Corta e puxa impecavelmente a pele do camelo, que se tornará num cobertor de luxo para o frio do deserto. Mete-se literalmente dentro da carcaça do camelo para se proteger de uma tempestade de areia. Corta um belo bife do lombo, que assa e come. Dorme com o seu luxuoso cobertor, servindo ainda o pescoço do animal de almofada.

Conclusão: quando tiver filhos, mais depressa os deixo ver a SexyHot e a Playboy TV do que o Discovery Channel.

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Monday, March 31, 2008

Pronto, agora é que esta merda vai parecer um blog de gaja!

Mas esta tenho de partilhar convosco. Para o sustentado desenvolvimento e aprendizagem dos meus leitores, que também merecem após tantos momentos a estupidificar ao ler este espaço.

No meu aniversário, umas colegas de trabalho, conhecendo-me o gosto, ofereceram-me um livro de culinária. Daquele chef inglês, o Jamie Oliver. Vai daí, ponho-me a ler e ganhar maior entusiasmo pela arte. E a compreender a necessidade de um pilão e almofariz, bem como da necessidade de criar uma despensa com algumas ervas frescas e especiarias básicas. Pois estas fazem a diferença toda.
Adiante. Este fim-de-semana decidi, pela primeira vez, seguir religiosamente uma receita do livro. E ficou um E-S-P-E-C-T-Á-C-U-L-O o meu Risotto de Cogumelos, cuja confecção decido partilhar.

1. Primeiro é preciso fazer um caldo de legumes. Quantos mais melhor, mas no meu caso foi só couve branca e cenoura, que depois de picados foram para uma frigideira com azeite, alho picado, rosmaninho e pimenta preta. Depois de uma breve fritura, três copos de água, sal e umas folhas de louro. Depois é só deixar ferver uns dez minutos e coar os legumes, que ficam prontos para acompanhamento. O caldo fica já à parte.

2. Os cogumelos. Os melhores são os porcini (há no Froiz). Por estranho que pareça, não se podem lavar senão absorvem a água e quando vão à frigideira, em vez de fritar, cozem. Frigideira com eles, com azeite, sal, pimenta preta, salpicão, tomilho e salsa picados. Quando prontos, é só espremer um limão que evapora rapidamente em contacto com a frigideira. Metade dos cogumelos devem ser, no final, finamente picados.

3. O risotto. Um tacho com azeite, alho e duas cebolas vermelhas, tudo picado. Quando a cebola começar a ficar transparente, juntar o risotto também por lavar para não perder o amido (já começa a parecer algo badalhoca esta receita!). Deixar fritar uns minutos, sempre a mexer. Juntar meio copo de bom vinho branco (abra-se uma boa garrafa de Planalto ou João Pires que depois servirá para acompanhar). Sempre a mexer, é o segredo. Juntar os cogumelos picados e um pouco de manteiga. Agora é só ir juntando o caldo aos poucos e ir mexendo, até cozer e ficar com a textura certa (de modo a escorrer pelo prato). No final, juntar os cogumelos inteiros e queijo parmesão, de preferência ralado no momento.

Agora é só pegar na garrafa de vinho que foi aberta e nos legumes coados para acompanhar. Experimentem e depois digam de vossa justiça.

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Saturday, December 22, 2007

Qual erva de Angeiras, qual quê...

Ganza, ganza, é acender a lareira e a sala ficar cheia de monóxido de carbono.

P.S. Sermente, o Quinta de la Rosa que recomendaste via sms pode também ter contribuído.

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Saturday, December 01, 2007

Serviço público: a Comunicação Social na promoção da violência

Hoje é dia de clássico de futebol. Um daqueles jogos que eleva a adrenalina, pela rivalidade, pela imprevisibilidade acentuada do resultado. E onde grupos de marginais organizados, num claro fenómeno de comportamento primitivo de massas, arranjam sempre forma de armar a tenda. A imprensa sobe a tiragem e a televisão aumenta a audiência, em função do acontecimento desportivo. Até aqui tudo normal.

Mais uma vez, o objectivo do negócio ultrapassa a ética e o bom-senso. Faz-me uma certa confusão que no Jornal de Notícias de ontem, se dedique uma página inteira a explorar situações de violência vividas nos confrontos anteriores entre as duas equipas. Com depoimentos dos envolvidos e tudo. E que no Jornal da Noite na SIC, se inicie a notícia com o arremesso de cadeiras da época passada, em vez de, sei lá, explorar as tácticas do jogo, talvez...
E faz-me ainda mais confusão que ainda ninguém tenha feito, na mesma Comunicação Social, referência ao facto.

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Monday, October 29, 2007

Espírito prático

Diz a sócia, vasculhando a despensa: «Estamos com um leve problema... acabou o papel higiénico. Vamos ter de desenrascar até amanhã com rolo de cozinha.»
Brinco: «Atenção ao desperdício, essa folha é larga, faz favor de dobrar em quatro.»
«Tens razão, é um desperdício... já sei!». Vai daí, pega no facalhão serrado da cozinha e corta o rolo ao meio, em dois. «Está resolvido» diz triunfante.

Passadas algumas horas, ainda não sei como adjectivar o acto, se parvo se brilhante.

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Thursday, October 25, 2007

«Portugais? Portugais? Luís Figo!»

De volta. Já regressei na terça-feira, mas peguei directo no trabalhinho e o tempo ainda não tinha permitido vir a este canto partilhar convosco um pouco da viagem. E as minhas principais conclusões e memórias são:

- É um destino que se dispensa bem o operador turístico. Eu, sempre que possível, privilegio. Excursões, em carneirada, só a Fátima. No primeiro dia estranha-se, mas rapidamente se ganha uma sensação de segurança, pouco comum nos dias que correm em países árabes.

- Tudo é negociado. T-U-D-O. Desde o preço do táxi ao valor diário do rent-a-car. Como tinha hotel reservado a 70 quilómetros do aeroporto, e não tinha o luxo do transfer, lá tinha de arranjar uma maneira de me deslocar. O táxi, ainda que bem negociado, conseguia ser mais caro do que em Portugal. E como queríamos ir a diversas cidades durante a estadia, decidimos o aluguer de uma viatura. Após consulta em 4 agências do aeroporto, conseguiu-se um Fiat Uno sem a grelha frontal por 45 Dinares por dia. Qualquer coisa como 25 euros diários, quilómetros ilimitados. Com a gasolina a 1 Dinar o litro (60 cêntimos), compensa.

- Conduzir numa cidade tunisina é de homem. Na estrada, a diferença é pouca. Mas nas cidades é de meter medo. De duas faixas na estrada fazem-se 4 filas de automóveis, de todo o lado aparecem sem aviso automóveis, motorizadas, bicicletas e peões. Os da esquerda normalmente querem virar à direita e piscas é coisa de turista. Como tinha uma caução de 500 euros no rent-a-car, andei assim pró ansioso 4 dias. Mas consegui que ninguém me desse uma pancada. Excepto uma num retrovisor, mas que não conta porque não deixou grande marca. Pelo menos, assim visível no meio de todas as outras que já tinha.

- Desconfiem sempre da palavra de um tunisino. Se ele vos disser que a auto-estrada é boa, pensem na nacional Porto – Vila do Conde. Se ele vos disser que existem placas de indicação na estrada, lembrem-lhe que vocês não percebem árabe. É que em francês, só nas zonas turísticas e pouco mais.

- Nunca em lugar algum no mundo vi tanto polícia. A cada 2 quilómetros há uma operação STOP e a cada 500 metros uma patrulha. Não esquecer que a Tunísia faz fronteira com a Argélia e a Líbia, pelo que procuram constantemente contrabandistas e terroristas. Mas pode ser cansativo ser mandado parar 5 vezes ao dia. Apenas para olhar para a nossa cara de ocidental e desejar «Bonne Route». Nunca me foram sequer pedidos documentos. Ao contrário de Marrocos, ali a polícia é, dentro dos possíveis, simpática e tolerante com os turistas.

- É um país pouco usual no que diz respeito à língua que o turista usa. Normalmente, quando o turista português vai à América do Sul, arranha o castelhano. Na Europa, o Inglês. Mas há sempre uma língua base. Na Tunísia, senti diferente. O árabe está fora de questão para o turista e o francês não é propriamente universal. Logo existe uma mistura constante e alternada de línguas. Desenrasca-se o francês, o inglês e o castelhano, numa mescla que se torna mentalmente caricata ao final de alguns dias.

- A gastronomia é fabulosa. Não nos hotéis, que até pode ser 5 estrelas, mas a comida nunca é… autêntica. Mas na rua, nas bancas. Baseia-se no pão ou outras massas de farinha (como crepe), atum, ovo, queijo, frango, batatas e couscous. Nada estranho, portanto. Aconselho provar o famoso chapatti, um crepe recheado e barrado com uma especiaria deliciosa e super picante, a harisha. Diz-se que até limpa o tracto respiratório. Eu acredito.

- Os mercados semanais, souks, e as medinas são locais transcendentes de convívio e comércio. Os vendedores são um bocado chatos, mas não tanto com os portugueses. Toda a gente nos aborda como a mesma questão: nacionalidade? O objectivo é apurar e segmentar o poder de compra. Quando descobrem que somos portugueses, a insistência baixa. Houve um que nos definiu de forma curiosa: «Portugais? Mucho amor, poco dinar». Está tudo dito. Nunca iniciar uma negociação em que não se pretenda verdadeiramente o produto. As regras dizem para oferecer um terço para comprar por metade. Eu diria oferecer um quarto, virar costas, e comprar por um terço.

- Fugir das zonas turísticas. O pior que a Tunísia tem para oferecer é Yasmine Hammamet, Port El Kantaoui ou Monastir. Faz lembrar Vilamoura com uns adereços mais parolos. Apenas Sid Bou Said tem alguma graça. Aconselho a autenticidade do souk de Nabeul, da medina de Sousse ou de Madhia. E ainda as ruínas da antiga Cartago, património mundial da Unesco, e o Coliseu de El-Djem, terceiro maior coliseu romano do mundo e o maior de África. Apenas fiquei com pena de não ter ido ao às portas do Deserto do Saara. Mas ficava a 800 quilómetros a sul, os dias eram apenas quatro e, relembro, o carro era um Fiat Uno.

- O consumo ou mera posse de estupefacientes é severamente punida naquele país, pelo que, apesar da tentação do consumo directamente no produtor, não recomendo. Em alguns locais mais recônditos, existe oferta ao turista, ainda que a um preço mesmo de turista: 5 dinares a grama de haxixe! O triplo do preço aqui, se a qualidade compensa, lamento informar mas não sei. Tive sempre presente a famosa marosca: o turista compra, o vendedor avisa a polícia, a polícia prende o turista, a polícia devolve o produto ao vendedor, o vendedor divide o lucro com a polícia, o vendedor procura outro turista.

Algumas imagens, no sítio do costume.

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Saturday, September 29, 2007

Menezes novo líder do PSD (nem sei se ria se chore...)


Baixinho, faltou-te um bocadinho assim...

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Thursday, May 24, 2007

Dia de folga

Em primeiro lugar, as desculpas pela ausência, mas estive rouco esta semana, devido à festa na Invicta. Para além disso, estive muito ocupado, pasmem-se, a trabalhar.
Mas hoje decidi tirar folga. Aqueles dias que um gajo programa para não fazer nadinha de manhã à noite, o que no meu caso, nem sempre coincide com o fim de semana. Foi hoje.
Fui almoçar com o Felgueiras, alcunha que lhe coloquei por ser natural de, adivinhe-se, Felgueiras.
O Felgueiras trabalha na Câmara, pois, de Felgueiras cuja patroa é a Fátima, claro está, Felgueiras. A C.M.F. tem os trabalhadores muito sincronizados e é um prazer assistir ao espectáculo: às 12h30, em pontinho, é vê-los descer a escadaria, numa massa humana tão densa que nem no liceu eu via tal coisa.
Fomos comer uma francesinha. Fui do Porto a Felgueiras comer uma francesinha. E recomendo. Na Casa... adivinhem lá... não, não é Felgueiras. É Peixoto mesmo. Um must. Acompanhado cerveja servida em canecas de barro fresquinhas.

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Saturday, April 07, 2007

Dica Pascoal

Para aqueles que, como eu, se deslocam à aldeola nesta quadra e cuja família, apesar do ateísmo assumido, obriga a beijar a cruz, aquela mesma cruz beijada por centenas de pessoas, homens e mulheres, novas e velhas, limpas e sujas, com e sem bigode, cá fica a dica:

Deixem os preconceitos sexuais de lado e espetem o beijo mesmo na fralda do Jota Cristo. O resto do povo beija a cabeça e os pés.

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