Sunday, November 16, 2008

Fui de férias

Desprogramadamente, galgando estradas pela Ibéria e Gália à descoberta não sei sequer do quê. Sem GPS. E com a missão confiada de congelar os locais com fotografias. Até ao meu regresso.

Ficas com as chaves da loja, Sermente.

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Wednesday, June 18, 2008

De regresso!

De umas revigorantes e claramente merecidas férias. A primeira semana foi dedicada a 3 cidades italianas: Milão, Veneza e Florença. E cada vez mais me convenço: esqueçam as agências de viagem. Marquei voos, viagens de comboio, reservei quartos de hotel, tudo pela Internet. No final fiz as contas: acrescendo alimentação e outras despesas locais gastei um total de 650 euros nessa semana. Não é caro, por uma agência pagava mais e ainda tinha de andar “em carneirada”. Excursões, nem a Fátima.

Adiante. As fotos estão no local do costume. Quanto às cidades, Milão é aquela cidade que nos faz sentir uns desgraçados. Por duas razões: uma, faz-nos sentir uns tesos. As lojas Gucci, Prada, Armani, Louis Vuitton e afins imperam. Um gajo olha por acaso para uma montra e vê uns chinelos engraçados, afina a visão para o preço e certamente terá 3 dígitos antes da vírgula, com o primeiro algarismo começado por 2 ou 3. A segunda razão: maior concentração de mulherão por metro quadrado. Na Holanda, já tinha visto mulheres bonitas, mas em Milão são bonitas e produzidas: loiras ou morenas, altas e magras, produzidas, com vestidos soltos em resposta aos 30ºC. Até a cara-metade compreendeu que, pelo menos a vista, eu teria de regalar.
Veneza. Maravilhosamente velha, maravilhosamente suja, maravilhosamente mal cheirosa. Uma aldeia em cima da água do tamanho de uma grande cidade. Pena que os únicos residentes sejam os idosos, já que a malta nova há muito se pirou para o “continente” à procura de oportunidades. Em Veneza, além destes, apenas os que trabalham para o turismo e os muitos milhares de turistas, massa que curiosamente estraga o encanto turístico da cidade.
Florença, cidade da arte, o Sermente bem dizia. Por todo o lado se desenha, se pinta, se esculpe, se molda. Obviamente, comprei a boina. Além disso, respira-se a recordação de que se tratou de uma das cidades mercantis mais importantes do mundo há uns séculos atrás. Arquitectura impressionante, palácios imponente com pés direitos assustadores. Uma cidade que fica dourada ao pôr-do-sol e de todas as cores pela noite dentro.

A segunda semana, o destino do costume: Tavira. 4 dias com os cunhados e a sobrinha em Pedras D’El Rei e 2 dias de barriga ao sol e muitas imperiais na Ilha de Tavira com a cara-metade. E livros: Lado Selvagem, de Jon Krakauer (o livro que inspirou o primeiro filme de Sean Penn como realizador); Crónicas de Uma Morte Anunciada, de Gabriel Garcia Marquez (dispensa apresentações) e Planisfério Pessoal, de Gonçalo Cadilhe (as crónicas da viagem de 18 meses à volta do mundo por terra e mar).

Agora, de regresso às atribulações do dia-a-dia. Entre trabalho e a mudança de casa, muito tenho para vos contar. Mas fica para quando cá vierem os gajos da TV Cabo instalar a Internet.

P.S. Sermente, não consegui controlar as lágrimas de emoção quando vi a tua dedicação e talento publicada neste canto. Um grande bem haja e continua a dar-lhe forte. Temos de marcar um copo: cheira-me que tens algo que eu não tenho.

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Wednesday, May 28, 2008

Um post à mete nojo

Por duas razões. Primeiro, porque o meu sócio, que raramente escreve, quando o faz merece que os seus posts figurem em destaque primário, tal a qualidade dos mesmos. Segundo, porque este post é para vos fazer inveja. Mas há uma boa notícia: é que este será, provavelmente, o meu último post nos próximos 17 dias.

E isto porquê? Porque vou de férias! Merecidas, diga-se. Portanto, na próxima semana podem me encontrar algures por aqui:



E, na segunda semana, por aqui:



Vai-me custar. Mas alguém tem de fazê-lo.

Beijos e abraços.

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Thursday, May 15, 2008

Em contagem decrescente

Faltam 375 horas para arrancar de férias!

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Monday, April 21, 2008

FCP tranquilo bate Benfica

Sem espinhas. Melhor jogador do FCP: Luisão.

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Thursday, October 25, 2007

«Portugais? Portugais? Luís Figo!»

De volta. Já regressei na terça-feira, mas peguei directo no trabalhinho e o tempo ainda não tinha permitido vir a este canto partilhar convosco um pouco da viagem. E as minhas principais conclusões e memórias são:

- É um destino que se dispensa bem o operador turístico. Eu, sempre que possível, privilegio. Excursões, em carneirada, só a Fátima. No primeiro dia estranha-se, mas rapidamente se ganha uma sensação de segurança, pouco comum nos dias que correm em países árabes.

- Tudo é negociado. T-U-D-O. Desde o preço do táxi ao valor diário do rent-a-car. Como tinha hotel reservado a 70 quilómetros do aeroporto, e não tinha o luxo do transfer, lá tinha de arranjar uma maneira de me deslocar. O táxi, ainda que bem negociado, conseguia ser mais caro do que em Portugal. E como queríamos ir a diversas cidades durante a estadia, decidimos o aluguer de uma viatura. Após consulta em 4 agências do aeroporto, conseguiu-se um Fiat Uno sem a grelha frontal por 45 Dinares por dia. Qualquer coisa como 25 euros diários, quilómetros ilimitados. Com a gasolina a 1 Dinar o litro (60 cêntimos), compensa.

- Conduzir numa cidade tunisina é de homem. Na estrada, a diferença é pouca. Mas nas cidades é de meter medo. De duas faixas na estrada fazem-se 4 filas de automóveis, de todo o lado aparecem sem aviso automóveis, motorizadas, bicicletas e peões. Os da esquerda normalmente querem virar à direita e piscas é coisa de turista. Como tinha uma caução de 500 euros no rent-a-car, andei assim pró ansioso 4 dias. Mas consegui que ninguém me desse uma pancada. Excepto uma num retrovisor, mas que não conta porque não deixou grande marca. Pelo menos, assim visível no meio de todas as outras que já tinha.

- Desconfiem sempre da palavra de um tunisino. Se ele vos disser que a auto-estrada é boa, pensem na nacional Porto – Vila do Conde. Se ele vos disser que existem placas de indicação na estrada, lembrem-lhe que vocês não percebem árabe. É que em francês, só nas zonas turísticas e pouco mais.

- Nunca em lugar algum no mundo vi tanto polícia. A cada 2 quilómetros há uma operação STOP e a cada 500 metros uma patrulha. Não esquecer que a Tunísia faz fronteira com a Argélia e a Líbia, pelo que procuram constantemente contrabandistas e terroristas. Mas pode ser cansativo ser mandado parar 5 vezes ao dia. Apenas para olhar para a nossa cara de ocidental e desejar «Bonne Route». Nunca me foram sequer pedidos documentos. Ao contrário de Marrocos, ali a polícia é, dentro dos possíveis, simpática e tolerante com os turistas.

- É um país pouco usual no que diz respeito à língua que o turista usa. Normalmente, quando o turista português vai à América do Sul, arranha o castelhano. Na Europa, o Inglês. Mas há sempre uma língua base. Na Tunísia, senti diferente. O árabe está fora de questão para o turista e o francês não é propriamente universal. Logo existe uma mistura constante e alternada de línguas. Desenrasca-se o francês, o inglês e o castelhano, numa mescla que se torna mentalmente caricata ao final de alguns dias.

- A gastronomia é fabulosa. Não nos hotéis, que até pode ser 5 estrelas, mas a comida nunca é… autêntica. Mas na rua, nas bancas. Baseia-se no pão ou outras massas de farinha (como crepe), atum, ovo, queijo, frango, batatas e couscous. Nada estranho, portanto. Aconselho provar o famoso chapatti, um crepe recheado e barrado com uma especiaria deliciosa e super picante, a harisha. Diz-se que até limpa o tracto respiratório. Eu acredito.

- Os mercados semanais, souks, e as medinas são locais transcendentes de convívio e comércio. Os vendedores são um bocado chatos, mas não tanto com os portugueses. Toda a gente nos aborda como a mesma questão: nacionalidade? O objectivo é apurar e segmentar o poder de compra. Quando descobrem que somos portugueses, a insistência baixa. Houve um que nos definiu de forma curiosa: «Portugais? Mucho amor, poco dinar». Está tudo dito. Nunca iniciar uma negociação em que não se pretenda verdadeiramente o produto. As regras dizem para oferecer um terço para comprar por metade. Eu diria oferecer um quarto, virar costas, e comprar por um terço.

- Fugir das zonas turísticas. O pior que a Tunísia tem para oferecer é Yasmine Hammamet, Port El Kantaoui ou Monastir. Faz lembrar Vilamoura com uns adereços mais parolos. Apenas Sid Bou Said tem alguma graça. Aconselho a autenticidade do souk de Nabeul, da medina de Sousse ou de Madhia. E ainda as ruínas da antiga Cartago, património mundial da Unesco, e o Coliseu de El-Djem, terceiro maior coliseu romano do mundo e o maior de África. Apenas fiquei com pena de não ter ido ao às portas do Deserto do Saara. Mas ficava a 800 quilómetros a sul, os dias eram apenas quatro e, relembro, o carro era um Fiat Uno.

- O consumo ou mera posse de estupefacientes é severamente punida naquele país, pelo que, apesar da tentação do consumo directamente no produtor, não recomendo. Em alguns locais mais recônditos, existe oferta ao turista, ainda que a um preço mesmo de turista: 5 dinares a grama de haxixe! O triplo do preço aqui, se a qualidade compensa, lamento informar mas não sei. Tive sempre presente a famosa marosca: o turista compra, o vendedor avisa a polícia, a polícia prende o turista, a polícia devolve o produto ao vendedor, o vendedor divide o lucro com a polícia, o vendedor procura outro turista.

Algumas imagens, no sítio do costume.

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Monday, October 15, 2007

E após uns breves momentos de indecisão...



Diz que vou ver camelos. E talvez comprar uns tapetes para a casa nova. As Ilhas Gregas estiveram para ganhar a competição. Mas uma mescla de critérios, que variaram entre o custo, o ócio e as condições metereológicas, ditaram a escolha final.
Uma nota: as agências de viagens e operadores turísicos não sabem lidar com a pressão do tempo. «Ai nessas datas não há disponibilidade e tal...». Aqui sentado no meu puff, comprei viagem na RyanAir do Porto para Madrid, viagem na Tunisair de Madrid para Tunis e reservei hotel à patrão em Hammamet. Tudo por menos de 400 euros e para amanhã. Lá irei desenrascar um táxi ou algo de género para me levar de uma cidade a outra. "Assistência profissional" para quê? Mochila às costas e seja o que Alá quiser.

Boas férias para mim. Fui.

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Tuesday, October 02, 2007

Flexisegurança (a.k.a. flexigurança)

Estava aqui a documentar-me um pouco sobre este novo modelo de trabalho, que se pretende implementar em Portugal. Fiz-lo porque está intimamente ligado à minha actividade profissional. E também porque para poder dizer mal, há que ter algum conhecimento de causa. Excepção feita, claro está, aos comentadores televisivos.

De uma forma muito simplista e superficial, diz que o conceito assenta na maior facilidade de despedimento, para promover maior facilidade de emprego. E diz que este modelo foi inventado pelos dinamarqueses na década de 90. Páro a pesquisa. Logo aqui, não concordo. Nós portugueses já inventamos a flexisegurança há muito mais tempo e até já a adaptamos ao funcionalismo público. Senão vejamos: um ministro pouco popular, ou por muito raro acaso incompetente, é despedido. Tudo bem, sem ondas. Assim arranja emprego mais rápido e toca de ir para um Conselho de Administração, por exemplo, da GALP. Se por acaso também correr mal, não há problema nenhum. Despede-se o trabalhador e muito facilmente segue para a EDP ou a CGD.

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Tuesday, August 21, 2007

O que é nacional é bom

Depois do queijo, do ananás e do chá, eis que os Açores nos oferecem mais um produto de qualidade.

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Saturday, August 04, 2007

Última chamada

Não tendo tido até ao momento confirmações, questiono-me:

Vou mesmo ter de ir sozinho a Paredes de Coura no próximo dia 13, ver Slimmy e Blasted Mechanism, entre outros?

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Monday, July 30, 2007

Um fim-de-semana à turista na minha cidade

Recebi em minha casa uma prima francesa que já não vinha a Portugal há 16 anos. E, quando o fez, foi para ir à aldeia natal dos seus pais, no distrito de Braga. Há uns anos, estive em Paris e fiquei alojado em casa dela.
Agora, sabendo da sua viagem a Portugal, convidei-a a passar uns dias, com o marido e o filho, em minha casa, no Porto, de modo a conhecer a cidade.

Preparei o roteiro, tentando ter em conta os gostos do casal: vinhos, música e arte. Assim, o Sábado começou com umas visitas às caves do Vinho do Porto. O Dugault é um verdadeiro apreciador de vinhos, pelo que sabia bem as marcas que queria visitar e degustar: Croft e Graham's. Eu nunca tinha visitado as caves, até porque o vinho do Porto não é das minhas preferências. Lá provámos vários brancos, Tawny's, Reservas e LBV's (Late Bottled Vintage). Aprendi alguma coisa da técnica de degustação. Como passar o vinho pelas várias partes da língua, como oxigenar a boca de forma a potenciar os aromas, etc. Lá comprou por fim uma dezena de garrafas. Os franceses são mais apreciadores deste néctar que os portugueses.

Após umas voltas pelo sítio da cidade e sua zona histórica, paragem para o almoço. Ficaram a conhecer a verdadeira iguaria portuense: a francesinha. E continuou a degustação, desta vez de cerveja, com as várias opções disponíveis no Caves da Cerveja.

Da parte de tarde, uma ida à Casa da Música, onde infelizmente não havia nenhum espectáculo, pelo que nos ficamos por uma rápida visita ao espaço. De seguida, Serralves, onde deu para apreciar três exposições: pintura (por sinal, um francês de nome François Dufréne), fotografia e escultura. Lanche no restaurante do Museu e um passeio pelo Parque Serralves, onde se assistiu, deitados na relva de fim de tarde, a um concerto de Jazz ao ar livre. Por fim, jantar de peixe fresco junto à lota em Matosinhos.

Já não restaram forças para conhecer a noite portuense, pois o dia foi ambicioso e passado debaixo de quase 40º C.

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