Thursday, May 15, 2008

Em contagem decrescente

Faltam 375 horas para arrancar de férias!

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Thursday, March 06, 2008

Ninguém paga a ninguém

Trabalho com seis empresas diferentes na área da consultoria RH, em projectos vários: formação comportamental, recrutamento de pessoal, implementação e revisão de sistemas de gestão de desempenho baseados em indicadores de competências e objectivos, diagnósticos de clima organizacional, definição de planos de remuneração e benefícios com valoração de postos de trabalho e restante outsourcing.
Cada uma destas empresas especialistas tem os seus clientes. E às vezes também disputam os mesmos, o que me obriga a alguma gestão ética, porque acontece de aparecer no mesmo cliente por mais do que um fornecedor.

Dos serviços que presto advém uma remuneração bruta “à peça / hora”, da qual o Estado me cobra 21% de IVA, retém 20% de IRS e chula quase 200 eurinhos fixos à Segurança Social (que só são contabilizados para reforma, porque baixa médica ou desemprego é mentira!). Mas isto dava outro post.

A questão é a cadeia de pagamento. O cliente do cliente do meu cliente (perceberam?) não paga dentro do prazo negociado as facturas do serviço que lhe é prestado / produto que lhe é fornecido. Logo, o cliente do meu cliente também se atrasa no pagamento do serviço de recursos humanos. Logo, o meu cliente também demora a pagar o serviço que subcontratou. E eu, no talho e no supermercado, tenho de pagar a pronto. Não está certo.
O grande não paga ao médio e este não paga ao pequeno. O pequeno, apesar dos meus 188 cm, neste caso sou eu.

Compreendo que os meus clientes não possuam fundo de maneio para me assegurar o pagamento. Compreendo que nem o queiram ter, porque uma conta caucionada implica juros que num instante lhes comia a margem do negócio. Compreendo até que, quando tenho informação privilegiada e sei que o cliente deles pagou, precisem de direccionar a liquidez para outras prioridades. Mas o que não compreendo é que me peçam o recibo para «agilizar o processo» e depois o pagamento demore vários pares de meses. E chateia-me receber declarações de rendimentos 2007 de dinheiro que ainda não foi liquidado. Podiam aproveitar o envelope e anexar o cheque. É que entretanto já paguei IVA’s trimestrais de dinheiro que, aos olhos do Estado, já recebi. O engraçado é que esta cadeia também começa no próprio Estado. O facto da C.M. Lisboa dever 600 milhões, implica directa e indirectamente centenas de empresas e milhares de pessoas. Que, no fundo da cadeia, como eu, não se podem atrasar nas suas contas. E agora a piada: nem sequer ao Estado. Porreiro, pá.

Qual é o limite? Pus-me a pensar nisso ao olhar para a minha Contabilidade e perceber que o dinheirito que ainda não veio e já devia ter vindo dá quase para um popó! Mas aí tem de entrar o jogo de cintura: se é certo que quero receber como as pessoas normais, também é certo que não posso entrar de carrinho. Porque até me pagam num instante, mas arrisco a que deixem de me contratar os serviços.

Sinto-me uma puta ripada. Duas notas finais: felizmente, nem todos os meus seis clientes são assim, senão já vivia debaixo da ponte; e que saudades dos tempos em que tinha direito a 14 salários por 11 meses de trabalho.

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Friday, February 29, 2008

Já foi em Outubro que fui de férias...

De facto, já lá vão 4 meses completos, um terço do ano. Parei hoje a pensar nisso.
Porque apercebo-me que ando a ficar cansado, quando preciso de formatar o disco todos os dias. E mais cansado fico. Pescadinha de rabo na boca.

Há que começar a pesquisar viagens. Só falta um pormenor: possibilidade de agenda.

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Tuesday, February 12, 2008

Apercebo-me que ando a fazer muitos quilómetros de estrada...

... quando no, dia-a-dia, já começo a reconhecer na A1 alguns camiões e automóveis.

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Wednesday, November 07, 2007

A razão da minha (relativa) ausência

Apenas dois dias de folga este mês. Trabalho de casa. Horas de sono a menos.

Só para que se note.

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Friday, August 24, 2007

Agenda cheia

Algo impensável aconteceu. O meu calendário do Outlook está a abarrotar (e com algumas sobreposições a resolver) até... Janeiro de 2008.

Agosto, apesar de não estar propriamente de férias, é um mês a meio-gás (ok, 1/4 de gás) para a consultoria, pelo que há que queimar alegremente os últimos cartuchos do ócio e podridão.
A partir de 5 de Setembro acaba a boa vida. Ora não bastavam já os meus mais-que-muitos projectos de formação intra-empresa em Atendimento, Trabalho em Equipa e/ou Gestão de Tempo (em diferentes fases de concepção e monitoragem), e eis que ontem sou convidado a coordenar a implementação simultânea de 6 (seis!!!) modelos de competências e gestão de desempenho. Tudo em clientes com mais de 100 colaboradores e com cada organigrama que até dá dores de tola. Um suor frio me assalta ao imaginar já o volume de informação, entrevistas, validações e focus groups.
A acrescer a isto, o convite, no ano lectivo que se aproxima e em regime pós-laboral, para a docência de 2 módulos de um Curso de Especialização Tecnológica, numa universidade privada. Só falta a homologação do Ministério. Sem que o coordenador do curso me ouça: se a aprovação não chegar, agradece a minha (já parca) sanidade mental.

Um grave problema agora se levanta: como vou conseguir esburacar uma semana em Outubro (férias da cara-metade) para ir à Jamaica ou S. Tomé e Príncipe?
Boa solução seria pôr estes parceiros profissionais a ler o Estado da Coisa, e assistir na primeira fila à minha esquizofrenia e bipolarismo virtuais. Conseguia, no mínimo, 52 semanas.

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