Thursday, August 21, 2008

Uma palavra para os atletas portugueses nos Jogos Olímpicos

Pensei um pouco antes de manifestar a minha opinião face ao tema. Pensei se não seria apenas a minha tendência natural em ser do contra. Independentemente disso.

Temos assistido à crucificação pública dos atletas pela «vergonhosa» (como lhe chamam)prestação em Pequim. Esta coisa de que quando as coisas correm bem NÓS SOMOS os maiores, mas quando corre mal ELES SÃO umas bestas é muito portuguesa. Como também é muito portuguesa a inveja. Ainda que os Jogos Olímpicos sejam um acontecimento demasiado politizado, o argumento de que «eles representam a bandeira» já enoja um bocadinho. Representam um ova. Representam-se a eles mesmos e quando perdem, ninguém sente maior decepção que o próprio. Os outros, que assistem no sofá, que choram e dramatizam a sua frustração, com sentido de posse, se quiserem fazer valer o seu patriotismo, que levantem o cú e façam alguma coisa pela bandeira.
«Ai que eles andam lá com o dinheiro dos nossos impostos». Só lá estão porque, em toda a carreira em geral e nos últimos 4 anos em específico, foram melhores, mais esforçados, mais dedicados do que qualquer um dos críticos. Senão seriam estes que lá estariam.
Quantos destes cumprem sempre os seus objectivos profissionais? Quantos destes nunca falham nas suas vidas anónimas? E os que até fogem patrioticamente ao Fisco, e vangloriam-se disso?

Para os atletas olímpicos, os holofotes das câmaras deverão implicar uma responsabilidade acrescida ao ponto de não permitir falhar? E, quando um infeliz sem qualquer competência para falar em público, que ganha a vida honestamente a atirar com pesos, tem uma declaração infantil num momento de agitação emocional, isso dá-nos o direito a humilhá-lo num programa de televisão e, aposto, acabar-lhe com a carreira?

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Wednesday, July 23, 2008

Quase parece que estamos em crise!

Alguém reparou que o preço do petróleo continua a descer há já duas semanas, estando agora a 127,62 dólares/barril (81 euros) quando em 11 de Julho estava a 147,27 doláres (93,48 euros)?

Ou será que as actualizações nos postos de combustível é mais rápida em alta do que em baixa?

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Thursday, March 06, 2008

Ninguém paga a ninguém

Trabalho com seis empresas diferentes na área da consultoria RH, em projectos vários: formação comportamental, recrutamento de pessoal, implementação e revisão de sistemas de gestão de desempenho baseados em indicadores de competências e objectivos, diagnósticos de clima organizacional, definição de planos de remuneração e benefícios com valoração de postos de trabalho e restante outsourcing.
Cada uma destas empresas especialistas tem os seus clientes. E às vezes também disputam os mesmos, o que me obriga a alguma gestão ética, porque acontece de aparecer no mesmo cliente por mais do que um fornecedor.

Dos serviços que presto advém uma remuneração bruta “à peça / hora”, da qual o Estado me cobra 21% de IVA, retém 20% de IRS e chula quase 200 eurinhos fixos à Segurança Social (que só são contabilizados para reforma, porque baixa médica ou desemprego é mentira!). Mas isto dava outro post.

A questão é a cadeia de pagamento. O cliente do cliente do meu cliente (perceberam?) não paga dentro do prazo negociado as facturas do serviço que lhe é prestado / produto que lhe é fornecido. Logo, o cliente do meu cliente também se atrasa no pagamento do serviço de recursos humanos. Logo, o meu cliente também demora a pagar o serviço que subcontratou. E eu, no talho e no supermercado, tenho de pagar a pronto. Não está certo.
O grande não paga ao médio e este não paga ao pequeno. O pequeno, apesar dos meus 188 cm, neste caso sou eu.

Compreendo que os meus clientes não possuam fundo de maneio para me assegurar o pagamento. Compreendo que nem o queiram ter, porque uma conta caucionada implica juros que num instante lhes comia a margem do negócio. Compreendo até que, quando tenho informação privilegiada e sei que o cliente deles pagou, precisem de direccionar a liquidez para outras prioridades. Mas o que não compreendo é que me peçam o recibo para «agilizar o processo» e depois o pagamento demore vários pares de meses. E chateia-me receber declarações de rendimentos 2007 de dinheiro que ainda não foi liquidado. Podiam aproveitar o envelope e anexar o cheque. É que entretanto já paguei IVA’s trimestrais de dinheiro que, aos olhos do Estado, já recebi. O engraçado é que esta cadeia também começa no próprio Estado. O facto da C.M. Lisboa dever 600 milhões, implica directa e indirectamente centenas de empresas e milhares de pessoas. Que, no fundo da cadeia, como eu, não se podem atrasar nas suas contas. E agora a piada: nem sequer ao Estado. Porreiro, pá.

Qual é o limite? Pus-me a pensar nisso ao olhar para a minha Contabilidade e perceber que o dinheirito que ainda não veio e já devia ter vindo dá quase para um popó! Mas aí tem de entrar o jogo de cintura: se é certo que quero receber como as pessoas normais, também é certo que não posso entrar de carrinho. Porque até me pagam num instante, mas arrisco a que deixem de me contratar os serviços.

Sinto-me uma puta ripada. Duas notas finais: felizmente, nem todos os meus seis clientes são assim, senão já vivia debaixo da ponte; e que saudades dos tempos em que tinha direito a 14 salários por 11 meses de trabalho.

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Monday, March 03, 2008

Rio Tinto, essa bela localidade

Cresci em Rio Tinto, uma cidade dormitório na zona este do Grande Porto. Lá vivi parte da minha infância e juventude, mais precisamente dos 8 aos 27 anos.
Rio Tinto tem 1% dos eleitores nacionais e é uma das zonas com maior densidade populacional do país. Vive lá gente até dar com um pau, mas no entanto não tem lá nada: nem hospital, nem tribunal, nem porra nenhuma. Isso fica na capital do concelho, Gondomar. Mas Gondomar não é Rio Tinto. O tanas!
Admito que, para quem é de fora, a terra nada tem de encanto. Porque é um facto e contra este não há argumentos. Rio Tinto tem de sobra vigaristas, parolo(a)s, gente feia, broncos, desdentados, analfabetos, burlões, porco(a)s, etc. É só dar um passeio pelo Parque Nascente e aferir a veracidade. Mas eu, talvez por estupidez natural, continuo a gostar de Rio Tinto.
Atenção que também tem gente boa e bonita. Em pequena percentagem, algures, mas tem.

Esta introdução para dizer que Rio Tinto tem uma coisa muito rara: todos os serviços que não vem nas Páginas Amarelas. É preciso um auto-rádio barato? Um leitor de DVD ainda na caixa? Uma ganzinha de primeira? Um tipo para instalar a TV Cabo lá no prédio? Dois gunas para partir as pernas a um tipo? Ah e tal, conheço um gajo em Rio Tinto que desenrasca essa merda. É certinho.

Eu já não vivo em Rio Tinto há uns 5 anos. Mas faço por manter o contacto com a malta, indo beber um copo ao famoso Bianchi Cafe sempre que vou jantar a casa dos meus pais ou quando a cara-metade se pira para Lisboa e me deixa a agenda social por preencher. Mas não é a mesma coisa, porque se vão perdendo estes contactos de luxo. Um dia destes perguntei lá a um amigo: «Olha lá, o H. ainda desbloqueia telemóveis*? Tenho um E50 agarrado à Vodafone». «Não, agora tem um stand de carros marados da Alemanha na Circunvalação. Mas há uma casa de telemóveis ali na [...] que desenrasca isso por 5 euros». E lá fui eu no dia seguinte. Naquela zona, era a única casa comercial que vendia telemóveis. Muitos metros quadrados, ar profissional, todos os operadores à venda, pay-shop... «Se calhar não é aqui» pensei. E meio envergonhado, atrevi-me a perguntar: «Disseram-me que aqui desbloqueavam telemóveis». «Sim, sim», resposta pronta. Ainda tentei explicar que era o telefone profissional da minha namorada, que mo tinha dado, porque agora a empresa lhe deu outro e deixou-a ficar com aquele, mas que a minha rede é Optimus e só por isso queria desbloquear, que não era roubado...
Mas o tipo não quis saber. Levou o aparelho às traseiras do estabelecimento, demorou 10 minutos, cobrou-me 10 euros (então não eram cinco?!) e deu-me um recibo onde se lia: «Limpeza do software».

Em mais nenhum lado existe candonguice com o nível de profissionalização de Rio Tinto. E mai'nada.

* O H., em 1998, enriqueceu a desbloquear telemóveis. Fazia-se fila à porta de casa dos pais e a mãe abria a porta. Uma noite, um tipo também da terra deixou uma carrinha BMW série 5 estacionada à porta de sua casa, entregou-lhe a chave e disse que, de manhã, viria buscar os telemóveis que estavam na mala. Eram 400, na caixa, acabados de chegar de Bragança. O H. que cobrava 2 contos a unidade fez obviamente desconto. O H. também não é ladrão.

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Friday, February 29, 2008

Máquina do tempo

Um homem quando vai ao Brasil, por regra, parece que regressa mais novo. Mas este conseguiu envelhecer dois anos em poucas semanas.

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Friday, February 15, 2008

Como comer à borla no McDonald's



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Thursday, February 07, 2008

Sugestões para as multinacionais combaterem os "desvios" internos

Li um artigo sobre o tema. E convivo, por razões profissionais, de perto com o assunto. É uma coisa muito portuguesa, muito nossa: roubar a quem tem muito não é errado. Seja uma maçã no meio de uma caixa no merceeiro (fiz muito disto em puto, depois deixei de comer maçãs), seja umas peças de roupa na loja em que trabalhamos e que recebe carregamentos de milhares de peças por semana, seja nos impostos a pagar ao Estado.

No que diz respeito ao segundo exemplo, e nomeadamente nas multinacionais com uma rede de lojas, seja qual for o produto que vende, deixo duas recomendações:

1. Seja qual for o colaborador ou o valor do roubo, ter como política fazer a respectiva queixa-crime, sem excepções. E fazer questão de ventilar isso internamente. Não porque aumenta a vergonha do larápio, mas porque os colaboradores sabem que, se forem apanhados, implicará sempre um procedimento criminal, e respectivas consequências, e não apenas um despedimento. Acreditem, é dissuador.

2. Uma espécie de cliente-mistério interno. Só contratando alguém com a missão de se infiltrar no meio e criar amizades, conseguirá desmantelar os elaborados esquemas. Acreditem também que conseguem ser mesmo elaborados.

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Tuesday, January 29, 2008

Ainda a propósito da estação de serviço da Mealhada

Os bolinhos de bacalhau lá do sítio tem, logo à partida, um problema etimológico. Não querendo ser mal interpretado, insisto em dizer que os bolinhos são óptimos. Só não deviam chamar-se "de bacalhau", mas sim talvez... bolinhos de batata. Porque batata têm. E salsa. Mas do bacalhau nem aroma.

Não é porém fácil fazer entender esta lógica de pensamento filosófico à senhora da caixa.

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Wednesday, January 09, 2008

Uma questão homófona

Diz a cara metade: «Podias pegar no dinheiro das prendas de Natal e comprar a maquineta do Nespresso».
Concordei. Amanhã tentarei passar no Continente e adquirir a Xpress. É um erro natural, que concerteza compreenderá. Uma questão de fonética.

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Thursday, January 03, 2008

Declaração Fiscal

Queria apenas deixar claro aos senhores inspectores das Finanças que o movimento a crédito na minha conta bancária, no valor de 600 euros, e com o descritivo "Prenda Natal Pais", não constará na minha próxima declaração anual.

Não por incumprimento fiscal, que nos obriga a a declarar todas as ofertas superiores a 500 euros, já que eu sou muito cumpridor. Mas porque, desse valor, 499 euros foram oferecidos pelo meu pai e 101 euros pela minha mãe.

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Wednesday, January 02, 2008

A primeira mensagem de 2008 reveste-se de carácter de utilidade para o seu autor

Depois de já ter estourado com o meu orçamento para o upgrade de acabamentos no meu futuro apartamento, nomeadamente em cerâmicas, electrodomésticos de cozinha, plantas, canteiros e sistema de rega para o terraço (entre outros), venho agora apelar aos fiéis leitores o contacto de um carpinteiro que me faça uns móveis de casa de banho que vi na Roca e na Porcenalosa a um terço do preço.

Obrigado e bom ano.

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Thursday, December 13, 2007

Raça do caraças

Os taxistas portuenses têm o dom de me fazer lembrar sempre daquele sketch do Gato Fedorento em que o RAP, referindo-se aos ciganos, diz: «Aquilo é um povo que era tudo para ir à vida também».

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Monday, December 03, 2007

Rescaldo do clássico: homenagem ao cigano



«Toda a gente sabe o que ele vai fazer [a propósito da técnica do "mágico"], mas o que é certo é que ainda ninguém descobriu como se pára.»

in Record, 02-12-2007

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Monday, November 19, 2007

Era gajo para fazer disto vida...

Já um antigo professor dizia que o século XXI seria o século da informação. A sociedade da informação.
Pois bem, fixe, fixe, é um gajo ter informação privilegiada e arranjar um contacto de um grupo espanhol, que por acaso está a precisar de um determinado projecto, a uma empresa da especialidade. Mais fixe ainda é ganhar por isso uma fatia de 33% da facturação desse projecto, que vale 11200 euros, sem fazer a ponta de um corno.

O meu primeiro dinheiro fácil. Não estou assim muito a par do Código Civil, mas não há aqui nenhum crime envolvido, pois não?

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Monday, November 05, 2007

Enquanto os espanhóis sonham com uma isla esses atrevidos querem um islão.
Enquanto nós nos contentamos com um bom coro, eles pedem um corão.
A nós, especialistas, basta-nos uma ramada, eles fazem questão de um ramadão.
Estão-se a armar...

Sermente (in Mania das Grandezas)

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Monday, October 15, 2007

E após uns breves momentos de indecisão...



Diz que vou ver camelos. E talvez comprar uns tapetes para a casa nova. As Ilhas Gregas estiveram para ganhar a competição. Mas uma mescla de critérios, que variaram entre o custo, o ócio e as condições metereológicas, ditaram a escolha final.
Uma nota: as agências de viagens e operadores turísicos não sabem lidar com a pressão do tempo. «Ai nessas datas não há disponibilidade e tal...». Aqui sentado no meu puff, comprei viagem na RyanAir do Porto para Madrid, viagem na Tunisair de Madrid para Tunis e reservei hotel à patrão em Hammamet. Tudo por menos de 400 euros e para amanhã. Lá irei desenrascar um táxi ou algo de género para me levar de uma cidade a outra. "Assistência profissional" para quê? Mochila às costas e seja o que Alá quiser.

Boas férias para mim. Fui.

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Friday, September 14, 2007

Scolari defende cigano



Enviado via mail pelo Parka

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Wednesday, August 29, 2007

Luis Filipe Menezes: «Estamos a transformarmo-nos numa espécie de Chicago dos anos 30»

Esta afirmação foi, obviamente, na sequência das recentes mortes na noite portuense. Eu tenho uma opinião ligeiramente diferente.

Acho natural a comunicação social empolar os casos, porque vivem disso. Mas quando é um Presidente da Câmara a fazê-lo, ainda que com intenção de aproveitamento político, parece-me irresponsável, ignorante e imponderado, por um lado, e sinal claro de incompetência por outro. Ignorante porque a noite do Porto nunca foi de meninos de côro e não acho que esteja hoje mais perigosa que no passado. Irresponsável porque, com a divulgação da cultura de medo, apenas se está a promover que deixe de ser frequentada pelo cidadão comum, tornando-se cada vez mais um antro exclusivo de criminosos. Sinal de incompetência, porque uma das mortes foi no seu próprio concelho.

Desde o caso Mea Culpa, que, quem ainda não o tivesse sentido na pele, já percebeu o poder mafioso e rivalidades territoriais da chamada segurança privada. Por mim, o cenário actual não é problemático. Os clientes passam ao lado da confusão enquanto os gorilas se matam uns aos outros. De cada vez que um tomba, é menos um a temer. E haja a esperança que a lei da selecção natural, com chumbos de 9 mm, leve aos poucos à extinção da manada.

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Monday, August 20, 2007

Ou não fosse época de furacões...

No site da Netviagens: Caraíbas em Agosto, Praias Paradisíacas.

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Tuesday, August 07, 2007

Viva a mudança

Primeiros post's no PC novo. Ainda a habituar ao Vista, Firefox e por aí fora.

Obrigado Parka pela paciência na instalação de software, transferência de ficheiros e pirataria.

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