Wednesday, September 24, 2008

Paranóia tão perto

«A conclusão é simples: confiar nos outros é a coisa mais estúpida que existe. Mesmo assim, os comuns mortais insistem em confiar uns nos outros, argumentando que não podem viver de outro modo. Esquecem ou aceitam traições, não se preocupam com as injustiças. Se optou por ser paranóico, não vá nessa. Você é superior a todos esses miseráveis. Ponha a justiça em primeiro lugar e terá, do seu ponto de vista, razões de sobra para a exercer.»

J.L. Pio Abreu in «Como tornar-se doente mental»

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Friday, September 12, 2008

Leituras profissionais soltas na preparação de uma formação em Inteligência Emocional

«De facto, amor e paixão são os elementos mais comuns na lírica da composição. Contudo, não são a mesma coisa. O amor é um slow equilibrado, tranquilo e despreocupado. A paixão é um fervilhar mais próximo do techno transe, inquieto, feroz e alucinante. Com amor adormecemos em paz, a paixão qualquer sono desfaz. O amor é presunto com melão, a paixão é vodka com limão. Enfim, esta aparente dicotomia ilustra a convulsão constante entre sentimentos e as emoções. Os primeiros, são a voz da razão, as segundas são o grito do coração.»

Prof. Jorge Sequeira (consultor e psicólogo) in Crónicas Incendiárias

Correndo o risco de estragar o post, diria mais: o amor (sentimento) é uma maratona, a paixão (emoção) é uma prova de 100 metros. O amor é marijuana, a paixão é cocaína. Desafio-vos, leitores, a continuar as analogias.

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Monday, April 07, 2008

As ferramentas de gestão e as ideologias (ou a falta delas)

Hoje em dia não existem ideologias. Não há tempo para pensar. Tudo em prol da necessidade de aceleração para fazer face a esse fenómeno que toda a gente fala que é a globalização. A culpa é da globalização, essa coisa que ainda ninguém percebeu a quem beneficia, excepto claro aos chineses. Eu não conheço a globalização. Só sei que já existia capitalismo antes de ouvir falar nela.

Hoje em dia não existem ideologias. Contudo, intelectuais há muitos, e intelectuais são aqueles que usam mais palavras do que o necessário para dizer mais do que aquilo que eles próprios sabem. E, neste post, serei um intelectual. Os intelectuais debitam muitas ideias. Mas as ideias estão para as ideologias como os espermatozóides estão para o óvulo: há milhões, mas só um fecunda. Pior, as ideias que se tornam ideologias, com verdadeiro peso social, nunca são produto das intenções destes intelectuais.

Hoje em dia não existem ideologias. Antigamente, dizem-me, existiam referências: dois ou três autores literários, dois ou três músicos, dois ou três artistas. Hoje há um fast-food de referências que são trocadas e enterradas todas as semanas.

Hoje em dia não existem ideologias e isso nota-se na gestão. Em particular na gestão das pessoas. As ferramentas de gestão existem e toda a gente as aplica. Mas ninguém pensa na sua essência, apenas na sua existência.
Senão vejamos: com duas ou três pinceladas, a teoria da Gestão de Competências é, hoje, uma coisa que já Hitler defendia há 70 anos: a supremacia da raça ariana. Ou seja, define-se um perfil ideal para as funções, em que se não se atingem as competências necessárias (tais como o cabelo loiro e os olhos azuis)... é-se engolido pelo sistema. A teoria de Gestão de Competências, sem essência, solidariedade e subsidiariedade, não passa disto. Não me interpretem mal, pois continuo a ter uma visão economicista da gestão de pessoas. Mas uma não invalida a outra.
Assim como esse modelo da moda que é o coaching. Se continuar a ser usado como é, se não fôr visto como um modelo conceptual e sistémico, não passa de uma ferramenta básica de adestramento, tão ao gosto do velhinho Taylor na sua Revolução Industrial.

Esta é a conclusão a que hoje se chega. Bem como outra. Nunca ler Charles Handy (Era da Incerteza) ou Domenico De Masi (Economia do Ócio) sob a influência de estupefacientes.

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Thursday, March 13, 2008

«Ó S'tôr!» I

Ontem foi a minha primeira aula académica como docente. E chego à conclusão que estou demasiado formatado para o contexto profissional. A certa altura, senti que tenho de fazer um sério esforço para adaptar a linguagem e os próprios conceitos ao meu novo público: 40 putos dos 17 aos 22 anos. Porque o que para nós é básico derivado do treino da experiência, para eles não é. Exemplo: quando se fala em "visão integrada" é preciso ter dois cuidados. Explicar o que é "visão" e explicar o que é "integrada".

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Friday, March 07, 2008

Ou se calhar até não…

Ontem choraminguei um pouco relativamente às desvantagens da consultoria, com alguma nostalgia do contexto intra.
No entanto, umas horas após escrever o último post, voltei a sentir através da cara-metade as desvantagens in-house.

Há quase um ano atrás, explorei aqui as diferenças entre estas duas lógicas de trabalho e não me pretendo repetir. Apenas acrescentar que o facto de executar serviços técnicos após a fase política da venda interna das intervenções, tem o seu quê de conforto, apesar das desvantagens ao nível do desenvolvimento e polivalência de competências, nomeadamente políticas. Porque não se têm de lidar com algumas coisas complicadas de gerir emocionalmente. Como despedir pessoas.

Já o fiz dezenas de vezes no passado e sei o que é. Já despedi um tipo ao final de 15 dias de trabalho, por um erro grosseiro que cometeu, e que demonstrou imaturidade e irresponsabilidade extremas. Decisão minha, sem pressões, mas que ainda assim, apesar de exteriormente inflexível na decisão para com o próprio, me levou alguns dias a digerir. Porque tinha ido buscá-lo a uma grande empresa, onde tinha uma posição e antiguidade consideráveis. E, de repente, ficou desempregado.
Mas há ainda bem pior. Quando não temos a autonomia suficiente para fazermos apenas aquilo que queremos e achamos justo. E, assim, temos de despedir 5 homens que fazem parte da mobília da casa, por imposição de uma Administração, quando o motivo não nos parece justificável para um despedimento, mas apenas para um outro tipo de penalização / repreensão. Também já me aconteceu. Argumentámos, mas quem manda mostra-se completamente irredutível.

E nós executámos, como teve de fazer ontem a cara-metade. E como eu fiz, um dia, com esses 5 homens. Violámos os nossos princípios de integridade, agredimos o nosso sentido de justiça. Tudo por falta de coragem em negar fazer algo que não concordámos e por consideração àqueles que são os nossos compromissos pessoais e familiares. Todos precisámos do emprego. Desta forma, garantimos que mantemos o nosso. Mas a gestão emocional dos nossos actos revela-se difícil. Não conseguimos deixar de empatizar com os alvos da nossa acção, pensamos nas consequências para eles, e por vezes demora anos a atingir a redenção do que não conseguimos deixar de considerar um pecado.

Conclusão de hoje: trabalhar com e gerir a vida de pessoas não é fácil. Mas nada o é. E, como dizia o Gonçalo, «é mais feliz quem ignora».
Acho que, no fundo, às vezes não me apetece é fazer nada. O meu projecto de carreira deveria passar por vender sandálias de couro feitas à mão pelas praias da Jamaica. Isso sim, era bonito.

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Tuesday, February 26, 2008

E, a pedido de várias famílias, cá vai um novo post para lavar a alma. O título: Dourar a pílula

Para mim, existe uma coisa que são os amigos profissionais. Os amigos profissionais não são, verdadeiramente amigos, mas são mais do que colegas. São pessoas com quem existe cooperação, à-vontade, entreajuda, honestidade, solidariedade, mas apenas a um nível profissional. São pessoas que não conhecem, nem pretendo que conheçam, a minha vida pessoal: os meus hábitos, os meus gostos, as minhas relações. Obviamente, também não lêem este blog. Quando acontece um amigo profissional começar a ler este blog, porque com ele partilhei o endereço, é porque lhe mudei o rótulo e agora já não é apenas um amigo profissional.

Adiante. Tenho alguns amigos profissionais. E, hoje, um desiludiu-me. Ele era, até ontem, um Director Regional de Desenvolvimento de um conhecido grupo de consultoria. Que é, também, meu cliente. Convidou-me para um café para me comunicar que iria abandonar o projecto por desentendimento com a Administração. «Eu fiz isto...», «Eu disse-lhes aquilo...», «Bem me imploraram para não sair, mas coloquei logo o lugar à disposição porque não admito que me questionem resultados, comigo ninguém faz farinha...», etc.
Hoje, em conversa com outro Director dessa empresa, alguém sem grande competência política que obviamente nunca leu Hemingway («O Homem precisa de 3 anos para aprender a falar e de 10 vezes mais para aprender a calar-se»), diz-me que gostaria de continuar a colaborar comigo, independentemente da saída do outro Director que era o meu link interno. Sim senhor, é o que a malta quer. E depois, sem que lhe perguntasse nada, continua: «É uma vergonha o que esta Administração fez com o A., ele que ajudou este grupo a nascer. É uma questão de forma, onde não lhe deram oportunidade. Nem teve tempo de ver o que lhe bateu. Estou solidário com o A. porque nas costas dos outros vemos as nossas, e quem cá fica não deixa de pensar que um dia será a nossa vez.»

Para a mesma fábula existem duas versões. Caricato mas não original. E a pergunta que hoje se coloca é: porque temos dificuldade em assumir publicamente que fomos despedidos? Porque questiona a nossa competência, dirão alguns. É preferível dourar a pílula até porque uma mentira repetida muitas vezes torna-se verdade. E precisamos dessa verdade para viver com a frustração.
O tanas! Só se a auto-estima for muito baixinha. Aliás, um despedimento é um grande passo no processo de aprendizagem. Eu próprio tenho orgulho em dizer: já fui, em tempos, despedido. E espero voltar a sê-lo. Corria o ano de 2004, a administradora de um grupo têxtil, tomou posse e logo rapidinho concluíu que eu era um nabo e um perigo para a estabilidade do seu capital humano, logo toca a correr com ele. E eu lá fui. E não foi por isso que me convenci que era incompetente.

As opiniões são como as vaginas. Cada qual tem a sua e quiser dá-la... dá-la!

E é a nossa auto-confiança que nos faz continuar. Existem umas quantas teorias da motivação... Maslow, Herzberg, Vroom e outros, dissecam os factores externos que nos motivam. Para mim? tudo TRETA! A motivação que cada um de nós se tem de agarrar é intrínseca e sai cá de dentro. Porque no fim do dia de trabalho não vejo ninguém com bandeirinhas a gritar em côro o meu nome. O no dia seguinte a luta continua, inspirando fundo e com um sorriso nas beiças.

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Thursday, February 07, 2008

Sugestões para as multinacionais combaterem os "desvios" internos

Li um artigo sobre o tema. E convivo, por razões profissionais, de perto com o assunto. É uma coisa muito portuguesa, muito nossa: roubar a quem tem muito não é errado. Seja uma maçã no meio de uma caixa no merceeiro (fiz muito disto em puto, depois deixei de comer maçãs), seja umas peças de roupa na loja em que trabalhamos e que recebe carregamentos de milhares de peças por semana, seja nos impostos a pagar ao Estado.

No que diz respeito ao segundo exemplo, e nomeadamente nas multinacionais com uma rede de lojas, seja qual for o produto que vende, deixo duas recomendações:

1. Seja qual for o colaborador ou o valor do roubo, ter como política fazer a respectiva queixa-crime, sem excepções. E fazer questão de ventilar isso internamente. Não porque aumenta a vergonha do larápio, mas porque os colaboradores sabem que, se forem apanhados, implicará sempre um procedimento criminal, e respectivas consequências, e não apenas um despedimento. Acreditem, é dissuador.

2. Uma espécie de cliente-mistério interno. Só contratando alguém com a missão de se infiltrar no meio e criar amizades, conseguirá desmantelar os elaborados esquemas. Acreditem também que conseguem ser mesmo elaborados.

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Wednesday, February 06, 2008

Como se já não bastasse...

... eu ajudar a enterrar o Ensino, a partir do momento que começo a dar aulas, agora dizem-me que vou ser "orientador" de estágios.

Meus caros, escolher-me para orientador, supervisor ou mentor é, claramente, uma má aposta. O exemplo é fraco e o vosso futuro corre um sério risco de ficar hipotecado.

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Tuesday, October 30, 2007

Snif... snif... que orgulho...



Pena não aparecerem os nomes do formadores e respectivos contactos, isso é que era boa publicidade.

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Tuesday, October 23, 2007

Conservatória do Registo Predial.

Sabiam que a reencarnação está prevista na admnistração pública?
É verdade.
Diz a senhora: "É necessária a certidão de óbito do seu pai com menos de 3 meses."
Eu: "Mas eu tenho a certidão de óbito tirada há 2 anos..."
Diz a mulher: "Não serve, tem que ser recente"
Eu: "Porquê? Acha que o meu pai possa ter ressuscitado entretanto?"
Diz a imbecil: "Não é isso..."
Eu: " Então o que é? Lamento muito, mas morreu morreu. Se estava morto em 2005, provavelmente continua, certo?"
Diz a vaca: "Acho que sim... mas são regras"
Eu: "Pois são, morre-se uma vez. O único que morreu duas vezes escreveu um livro e lamento dizer-lhe mas o meu pai não escreveu nenhum livro."
Diz a filha do simplex: "Isso já não sei, só sei que precisa de uma certidão de óbito com menos de 3 meses. (sorriso daqueles que lembram uma vontade imensa de cagar)"
EU: "Se entretanto eu concluir que o meu pai reencarnou na minha filha, será que serve a certidão de nascimento dela?"
Diz a coitada: "Não acredito em reencarnações (cara de tasqueira quando atura um bebado)"
Eu: "Pronto, era mesmo aí que eu queria chegar..."

E saí...

Sermente (cá se fazem cá se pagam)

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Thursday, September 20, 2007

Profissionalismo e sucesso

Diz-me a experiência que o sucesso não se resume à competência, ao conhecimento, ao saber fazer. Esta é a parte fácil de qualquer profissão. Qualquer um consegue ter a competência. É importante, é a base, mas não chega.

O factor diferenciador é a atitude, o querer fazer. É o dinamismo, o entusiamo, a atitude positiva, a empatia, a habilidade relacional.

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Friday, August 17, 2007

Conflito de gerações? Que é isso?

Estava eu em casa quando um amigo me liga a dizer que estava pelas redondezas, pois tinha tido um jantar de família por ali, e me desafiou para umas partidas de bilhar num barzinho muito bom perto lá de casa (merece a publicidade: Lenda do Mosquito).

Claro que lá fui, pois o bilhar deve ser o único desporto para o qual tenho alguma aptidão. Talvez por combinar com cerveja e tabaco. Não é por acaso que, no passado, a aprendizagem e dedicação ao jogo me custou um ano de escolaridade. Adiante.

Este tipo é um colega da consultoria. Gajo muito experiente e inteligente, ex-quadro superior da mais conceituada empresa de consultoria mundial, com quem trabalho agora em parceria regularmente, e que tem o dom, a nível profissional, de me fazer sentir diminuído, tal a sua simplicidade objectiva e velocidade de pensamento. Eu ainda estou a ir e ele já foi e veio. Duas vezes. No entanto, e essa conjugação é que valorizo, é um boémio e um porreiraço de primeira.

Ontem aparece-me com o filho. Lá fomos para o bar, onde em duas horas e meia gastamos 40 euros em álcool e bilhar. Jogámos ao chamado bota-fora, quem perde sai e entra outro. O filho conseguiu beber ainda mais cerveja do que o pai. O pai tem 38 anos, o filho 20. É engraçado assistir in loco a uma relação parental deste género, em que pai e filho falam a mesma língua e gostam das mesmas coisas.

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Thursday, August 09, 2007

Leituras de férias

A cara-metade trabalha. Eu, com muito pouco trabalho em Agosto, dou as minhas voltas mas passo, por preguiça, muito tempo em casa. Zapping pelos canais do costume, um CD a rolar e... um livro. Que é sempre uma óptima opção para passar o tempo.
Li dois na passada semana. Leitura leve e bem-disposta. A biografia do Zé Pedro, dos Xutos (Não Sou o Único, de Helena Reis) e uma visita guiada pelo maravilhoso mundo do álcool (Com Os Copos, Miguel Esteves Cardoso).

Ontem era tempo de iniciar outro. Passei pela Bertrand e um livro me chamou a atenção. Liderança, Lições de José Mourinho, de Luis Lourenço e Fernando Ilharco. «Vou continuar na leitura fácil» pensei.
Acontece que o livro é baseado numa tese de mestrado, que obteve nota máxima na Universidade Católica. «Na Católica não é difícil» pensam alguns de vós. Também eu pensei. Mas enganei-me, o livro é bom. Até bom demais para o que eu queria neste momento. Baseia-se numa visão paradigmática do princípio da complexidade, em detrimento do modelo reducionista de pensamento científico defendido por Newton e Descartes. Resumindo: o todo não é soma das partes e para o compreender não é através da dissecação e análise de cada uma das partes. O Mourinho é apenas um exemplo. E um chamativo para vender o livro.

Concluo com isto que o cérebro é um músculo como outro qualquer. Quando não exercitado, fica em péssima forma. Como quero perceber o que leio, ainda não consegui passar a página 57 de 310.

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Wednesday, May 02, 2007

Mais um exemplo do estado do ensino em Portugal

Esta semana fui convidado para fazer parte do corpo docente de um CET de Gestão de Pessoas, num instituto superior privado.

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Tuesday, April 03, 2007

As atitudes comportamentais
Ou então crio mesmo um exercício...

A gestão emocional: quando um cabrão de um mouro nos atira uma garrafa de cerveja, quais as atitudes comportamentais possíveis?

a) Arrear-lhe com uma cadeira nos cornos (atitude agressiva - eu ganho, você perde);
b) Meter o rabo entre as pernas e fugir de cena (atitude passiva - eu perco, você ganha);
c) Queixar que dói muito, suplicar clemência e quando o artista estiver distraído, arrear-lhe com uma cadeira nos cornos (atitude manipulativa - eu perco, você perde);

Aceito sugestões dos leitores para alínea d) que será a atitude assertiva - eu ganho, você ganha. Porque a mim, a emoção tolda-me a razão.

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O conceito de comportamento gera comportamento
Acho que vou mudar de exemplo prático nas minhas formações

Eu próprio, quando um FDP me atira uma garrafa de cerveja, só não lhe parto a cabeça com uma cadeira se não puder.

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