Monday, August 03, 2009

Facto

Aos 33 anos ainda se aprende por tentativa e erro.

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Tuesday, February 17, 2009

Dicas Informais:

Ora a experiência é um posto! Aqui vos deixo algumas dicas que tive o prazer de assimilar ao longo desta paterno-expedição.
- Quando uma criança chora sem chupeta, compete-nos a nós recolocá-la na sua boquinha de modo a travar a berraria. Caso ela chore com a chupeta na boca, então, a melhor maneira de resolver é tirar-lhe a chupeta, aumentando o chôro e de seguida recolocá-la na boquinha pondo termo definitivo ao mesmo. Esta técnica é muito utilizada por patrões e governos e é habitualmente conhecida por diminuição dos direitos adquiridos e posterior devolução.
- Dizem alguns psicólogos e outros proxenetas de conselhos que educar não é perguntar, é indicar. Ora, eu acredito que dar a escolher é uma óptima influência na personalidade decisora dos novos seres. Como tal, e no que diz respeito a sopas, eu pergunto sempre:
Queres passada ou por passar?, Preferes comer com a mão esquerda ou com a direita?; ou em dias especiais deixo-os decidir coisas como: Comes sozinho ou queres que te empurre?
Este falso poder decisório fará com que a vida nesta sociedade lhes custe menos!!
Por hoje é tudo,

Sermente (in Recursinhos Humaninhos)

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Wednesday, October 15, 2008

A frontalidade é uma coisa muito fodida

Nota mental: nunca pôr a tocar uma música quando não estiver preparado para a dançar.

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Friday, May 02, 2008

Carpe Diem

«It doesn't matter what you've done in the past. It doesn't matter what you plan or believe to achieve in the future. Life is all about the ride.»

* frase descoberta incrivelmente num qualquer filme domingueiro

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Saturday, April 26, 2008

Conclusões de uma grande noite

There's no such thing as too much revival.

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Monday, March 24, 2008

A melhor metáfora para a minha profissão, vinda do outro lado do Atlântico:

«Consultor é como puta: recebe por hora, faz o que o cliente quer, na hora que quer e quem leva a grana é o cafetão*.»

* para quem não vê novelas, cafetão é chulo...

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Friday, March 07, 2008

Ou se calhar até não…

Ontem choraminguei um pouco relativamente às desvantagens da consultoria, com alguma nostalgia do contexto intra.
No entanto, umas horas após escrever o último post, voltei a sentir através da cara-metade as desvantagens in-house.

Há quase um ano atrás, explorei aqui as diferenças entre estas duas lógicas de trabalho e não me pretendo repetir. Apenas acrescentar que o facto de executar serviços técnicos após a fase política da venda interna das intervenções, tem o seu quê de conforto, apesar das desvantagens ao nível do desenvolvimento e polivalência de competências, nomeadamente políticas. Porque não se têm de lidar com algumas coisas complicadas de gerir emocionalmente. Como despedir pessoas.

Já o fiz dezenas de vezes no passado e sei o que é. Já despedi um tipo ao final de 15 dias de trabalho, por um erro grosseiro que cometeu, e que demonstrou imaturidade e irresponsabilidade extremas. Decisão minha, sem pressões, mas que ainda assim, apesar de exteriormente inflexível na decisão para com o próprio, me levou alguns dias a digerir. Porque tinha ido buscá-lo a uma grande empresa, onde tinha uma posição e antiguidade consideráveis. E, de repente, ficou desempregado.
Mas há ainda bem pior. Quando não temos a autonomia suficiente para fazermos apenas aquilo que queremos e achamos justo. E, assim, temos de despedir 5 homens que fazem parte da mobília da casa, por imposição de uma Administração, quando o motivo não nos parece justificável para um despedimento, mas apenas para um outro tipo de penalização / repreensão. Também já me aconteceu. Argumentámos, mas quem manda mostra-se completamente irredutível.

E nós executámos, como teve de fazer ontem a cara-metade. E como eu fiz, um dia, com esses 5 homens. Violámos os nossos princípios de integridade, agredimos o nosso sentido de justiça. Tudo por falta de coragem em negar fazer algo que não concordámos e por consideração àqueles que são os nossos compromissos pessoais e familiares. Todos precisámos do emprego. Desta forma, garantimos que mantemos o nosso. Mas a gestão emocional dos nossos actos revela-se difícil. Não conseguimos deixar de empatizar com os alvos da nossa acção, pensamos nas consequências para eles, e por vezes demora anos a atingir a redenção do que não conseguimos deixar de considerar um pecado.

Conclusão de hoje: trabalhar com e gerir a vida de pessoas não é fácil. Mas nada o é. E, como dizia o Gonçalo, «é mais feliz quem ignora».
Acho que, no fundo, às vezes não me apetece é fazer nada. O meu projecto de carreira deveria passar por vender sandálias de couro feitas à mão pelas praias da Jamaica. Isso sim, era bonito.

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Friday, February 29, 2008

Ano bissexto

Hoje é dia de acerto.

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Thursday, February 14, 2008

Suspeições à parte, um dos melhores textos que já li na blogosfera

«Quantas vezes metemos o rabinho entre as pernas e viramos costas às responsabilidades que são nossas? Vezes demais. Será que isso define a cobardia? Muito provavelmente.
Estes dias têm sido tão ridiculamente melancólicos que apetece voltar a fazer as mesmas perguntas. Sonhar de novo com o que estava já esquecido e pensar minutos infindáveis numa hipótese que, de tão remota, não existe. Voltar atrás é impossível para aqueles que se deram ao luxo de serem ignorados e rejeitados de um dia para o outro. Porque é um luxo experimentar tal choque e tamanha avalanche sem aviso. Sem fuga possível, sem correcção que possa voltar a equilibrar a balança emocional ou a sanidade mental. É um luxo tornarmo-nos completamente desequilibrados num dia em que, ao acordarmos, nos sentíamos perfeitamente orientados e conscientes daqulio que queríamos. E é também luxuoso não encontrar respostas, mesmo depois de passado tanto tempo. Assim como reparar que o mais pequeno contacto com o passado nos traz de novo à estaca zero. Porque não se fala. Não se assume responsabilidades e não se quer saber da merda que se fez. Viver assim é fácil. Mas cobarde demais para ser verdade, confesso.
O tempo é lento como ninguém imagina.
Por outro lado. Ou do mesmo... É um luxo magoar despropositadamente sem pensar no que se faz. Sem perder sequer dois segundos para se tentar entrar na pele do outro e olhar. Ver o que está à volta, nesse cenário macabro e escuro, muito negro. É um luxo ignorar e ser feliz, pela simples razão de que o egoísmo é muito mais acessível e fácil que o extenuante altruísmo. Porque fugir radicalmente em favor do nosso umbigo é abissalmente diferente de lutar por algo difícil. É um luxo deitar tudo a perder e, com isso, ganhar tanto...
A vida é, afinal, luxuosa. Atrevermo-nos a vivê-la é já algo de muito valioso, concordo. Mas alguns de nós não sabem gerir as coisas de modo a evitar luxos desmesurados. E destroem a vida de outros alguns. A porcaria que para aqui está, feita por alguém que não quis sequer pensar em ter de vê-la, é tanta coisa estragada e partida ao mesmo tempo... A fuga imediata e incrível levou felicidade e uma tremenda rapidez na recuperação. De um dia para o outro, desapareceu aquele estado lastimável desenhado por lágrimas pouco salgadas. E hoje falta perguntar tantas coisas. Dizer muitas mais ainda. Mas falta também quem tenha a coragem de se assumir melhor do que se tem mostrado. E isso não vai acontecer. No fundo, é esse o maior de todos os choques. E é isso que parece ainda inacreditável. Como alguém nos é tão desconhecido mesmo quando pensamos conhecê-lo totalmente. Tal leviandade não parece sequer capaz de servir como característica ao mais simples ser humano.
Apetece só conseguir fugir da porcaria toda que para aqui está com a mesma velocidade de quem a provocou. E ser hoje igualmente feliz. Mas, merda, não dá. Apesar de todos acharem que é simples como ir ali e esbofetear a pessoa que mais confia em nós. Apetece meter uma gafe de todo o tamanho e dizer que "largar é muito mais fácil que deslargar". Para significar algo como "o chuto custa bem menos ao pé do que aos tomates".
A conclusão a que se chega hoje: é mais feliz quem ignora.»

in Expresso da Polónia

Escrito com a alma. E mais: escrito por um emigrante. Não é só ouvir Tony Carreira.

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Thursday, February 07, 2008

Sugestões para as multinacionais combaterem os "desvios" internos

Li um artigo sobre o tema. E convivo, por razões profissionais, de perto com o assunto. É uma coisa muito portuguesa, muito nossa: roubar a quem tem muito não é errado. Seja uma maçã no meio de uma caixa no merceeiro (fiz muito disto em puto, depois deixei de comer maçãs), seja umas peças de roupa na loja em que trabalhamos e que recebe carregamentos de milhares de peças por semana, seja nos impostos a pagar ao Estado.

No que diz respeito ao segundo exemplo, e nomeadamente nas multinacionais com uma rede de lojas, seja qual for o produto que vende, deixo duas recomendações:

1. Seja qual for o colaborador ou o valor do roubo, ter como política fazer a respectiva queixa-crime, sem excepções. E fazer questão de ventilar isso internamente. Não porque aumenta a vergonha do larápio, mas porque os colaboradores sabem que, se forem apanhados, implicará sempre um procedimento criminal, e respectivas consequências, e não apenas um despedimento. Acreditem, é dissuador.

2. Uma espécie de cliente-mistério interno. Só contratando alguém com a missão de se infiltrar no meio e criar amizades, conseguirá desmantelar os elaborados esquemas. Acreditem também que conseguem ser mesmo elaborados.

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Thursday, January 24, 2008

Máquina do tempo

Tão depressa um gajo está na estação de serviço da Mealhada, como quando dá por ela está no meio da VCI.

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Saturday, December 22, 2007

Qual erva de Angeiras, qual quê...

Ganza, ganza, é acender a lareira e a sala ficar cheia de monóxido de carbono.

P.S. Sermente, o Quinta de la Rosa que recomendaste via sms pode também ter contribuído.

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Thursday, August 23, 2007

Conversa na Rua Santa Catarina

«Olha, e o [...] tens estado com ele? Nunca mais vi esse gajo...»
«Pá, sabes que ele agora está todo formatado...»

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Wednesday, May 02, 2007

Pois consta que ontem foi Dia do Trabalhador...


... mas todos os dias são dias dos prestadores de serviços.


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Wednesday, April 18, 2007

As pequenas coisas fazem toda a diferença

Por exemplo, fotografia de nús. Focada é pornografia, desfocada é arte.

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Monday, March 12, 2007

Porque há dias em que a música faz todo o sentido


Líderes & Filhos Lda. (Pluto)

Meu pai quando eu nasci disse eu para ti tenho um plano melhor
Vais ter de arranjar outro deus e ser um braço do bem
Seja lá o que isso for

Nunca vão dizer olha tu por ti mas nunca vão olhar pelo que é teu

Quanto a ser maior nunca foi demais
Mas conta-me o que ficou
E o que pensas tu sobre o teu poder
Diz-me o que em ti mudou

Pai são homens devo eu aprender
Não lhes dava nome eu sei mas conseguia ver
Tudo se passou lá fora como em mundo meu
Devo achar que desta guerra o culpado sou eu

Nunca vão dizer olha tu por ti mas nunca vão olhar pelo que é teu


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Sunday, February 25, 2007

Freelancer, das duas uma:

Ou almoçamos muito em breve, ou vou ter de ir outra vez a Amesterdão.

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