Monday, June 22, 2009

Imaginem-se numa esplanada

E imaginem que na mesa ao lado está o Drulovic (antigo jogador de futebol do FCP e SLB) a beber finos e comer tremoços, com mais 2 ganapos. E imaginem que, eis quando senão, reparam que o Drulovic está descaradamente (sublinho o descaradamente) a babar pelas mamas da vossa cara-metade, mesmo nas vossas barbas. Oh situação do caraças!
O que fazer? Vista grossa, pelo desconto das alegrias que já me proporcionou no passado com os cruzamentos que fazia para a testa do Jardel? Ou, como até já foi há muito tempo e pela falta de respeito muito actual, simplesmente em bom português dizer-lhe: «Vê lá que a mistura de leite e cerveja pode fazer-te mal aos dentes...».

Tá fácil de ver, não está?

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Tuesday, February 17, 2009

Dicas Informais:

Ora a experiência é um posto! Aqui vos deixo algumas dicas que tive o prazer de assimilar ao longo desta paterno-expedição.
- Quando uma criança chora sem chupeta, compete-nos a nós recolocá-la na sua boquinha de modo a travar a berraria. Caso ela chore com a chupeta na boca, então, a melhor maneira de resolver é tirar-lhe a chupeta, aumentando o chôro e de seguida recolocá-la na boquinha pondo termo definitivo ao mesmo. Esta técnica é muito utilizada por patrões e governos e é habitualmente conhecida por diminuição dos direitos adquiridos e posterior devolução.
- Dizem alguns psicólogos e outros proxenetas de conselhos que educar não é perguntar, é indicar. Ora, eu acredito que dar a escolher é uma óptima influência na personalidade decisora dos novos seres. Como tal, e no que diz respeito a sopas, eu pergunto sempre:
Queres passada ou por passar?, Preferes comer com a mão esquerda ou com a direita?; ou em dias especiais deixo-os decidir coisas como: Comes sozinho ou queres que te empurre?
Este falso poder decisório fará com que a vida nesta sociedade lhes custe menos!!
Por hoje é tudo,

Sermente (in Recursinhos Humaninhos)

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Saturday, January 17, 2009

A fazer amigos nas reuniões de condomínio - Parte 2

Eram 23:00 de sexta-feira. A reunião começara às 21:00. Esmifraram-se ao pormenor temas de suprema relevância como o tempo que a luz permanece ligada quando activada pelo sensor, se fecha a porta da entrada se não fecha, se a senhora da limpeza vai um dia ou duas manhãs, entre outros. Àquela hora tratavam-se dos formalismos, de aprovar a minuta da acta (sim, só a minuta). Utilizavam-se termos no trato relacional como «Sr. Presidente da Assembleia», cantava o administrador em tom de leilão «quem vota, quem se abstem, aprovado por unanimidade» e eis que alguém decide questionar se a clausula terceira não devia ser a quarta e a quarta devia ser a terceira.

Explode o personagem: «Podemos ultrapassar esse pormenorzinho? Serei eu o único a não ter nenhum prazer mórbido no tempo desperdiçado nestes formalismos?»

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A fazer amigos nas reuniões de condomínio - Parte I

Decorria uma tertúlia mesquinha acerca do barulho que, supostamente, provém do apartamento de uma vizinha, não presente na reunião. «Ai a música alta» diz o 3º Esq., «Ai o karakoe até altas horas» reclama o 1º Centro, «Ai os tacões e os 'conbíbios' à noite» refere o administrador do condomínio. Até que todos os olhares se centram na personagem, à espera de opinião para ultimar a unanimidade.

«Nunca ouvi nada. Devo ser mouco.»

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Tuesday, October 28, 2008

É nestas coisas que se vê os cyber-amigos!

Anda um gajo numa fase turbulenta-agitada-depressiva-apática-disléxica, assim no pólo negativo do já meu conhecido bipolarismo, sem escrever há uma semana, que até podia estar a morrer com um cancro na cabeça, e não há um único caralho de um leitor que, assim como quem não quer a coisa, seja gajo para perguntar: «Ai e tal, tás fixe?».

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Thursday, October 02, 2008

Um dos meus chefes vai casar este Sábado

Sim porque isto de um gajo ser profissional independente faz com que um único trabalhador tenha muitos chefes o que lembra aquela história da equipa nacional de remo que aparece com 9 timoneiros e 1 remador ou 6 timoneiros e 1 remador ou lá quantos são que eu não percebo nada de remo e quero apenas concluir que há muitos a mandar e poucos a remar e com esta bela metáfora candidato-me a Prémio Nóbel da Literatura porque construí uma frase à Saramago ou seja como vocês constataram sem pontuação nenhuma e neste momento os meus parcos leitores começam a sofrer de falta de ar o que má dá ainda mais vontade de continuar a escrever sem parar o que não significa que não vos estime mas apenas que zelo pela vossa aeróbica.

Adiante. Eu vou lá estar nesse casório a assistir à sua miséria. Pela segunda vez. Pois.
E já escrevi o cartão a juntar à prenda: «És o gajo certo para ter uma empresa de formação de reciclagem: burro que é burro nunca aprende à primeira.»

E, com esta, posso esquecer a negociação de revisão de honorários. Mas vale os euros a menos.

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Monday, September 29, 2008

Constatação de facto

O meu sócio, além de fantástico criativo, é muito bom moço. E tem também um absentismo espectacular. Nem para festejar aparece, o cabrão!

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Tuesday, April 15, 2008

Ainda a propósito de ideologias...

... neste caso, políticas. É conhecida a minha indefinição política. Liberal, por vezes democrata, tendencialmente de esquerda. Todavia, cada vez mais a comprar esporadicamente uma ou outra ideia de direita, ao nível de modelos sociais.

Ainda por cima, no cenário político nacional, esta indefinição não é fácil, pois os partidos centrais não se distinguem ideologicamente. Dizem que sim, mas na prática... em nada.

Proponho inclusivé que PS e PSD se passem a chamar PP e PCP. E que vão alternando entre si estes dois nomes, em cada eleição legislativa. O que é que isto quer dizer? Não tem nada a ver com Partido Popular ou Partido Comunista Português, mas sim Partido do Poder e Partido Contra o Poder.

Fica a proposta.

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Monday, April 07, 2008

As ferramentas de gestão e as ideologias (ou a falta delas)

Hoje em dia não existem ideologias. Não há tempo para pensar. Tudo em prol da necessidade de aceleração para fazer face a esse fenómeno que toda a gente fala que é a globalização. A culpa é da globalização, essa coisa que ainda ninguém percebeu a quem beneficia, excepto claro aos chineses. Eu não conheço a globalização. Só sei que já existia capitalismo antes de ouvir falar nela.

Hoje em dia não existem ideologias. Contudo, intelectuais há muitos, e intelectuais são aqueles que usam mais palavras do que o necessário para dizer mais do que aquilo que eles próprios sabem. E, neste post, serei um intelectual. Os intelectuais debitam muitas ideias. Mas as ideias estão para as ideologias como os espermatozóides estão para o óvulo: há milhões, mas só um fecunda. Pior, as ideias que se tornam ideologias, com verdadeiro peso social, nunca são produto das intenções destes intelectuais.

Hoje em dia não existem ideologias. Antigamente, dizem-me, existiam referências: dois ou três autores literários, dois ou três músicos, dois ou três artistas. Hoje há um fast-food de referências que são trocadas e enterradas todas as semanas.

Hoje em dia não existem ideologias e isso nota-se na gestão. Em particular na gestão das pessoas. As ferramentas de gestão existem e toda a gente as aplica. Mas ninguém pensa na sua essência, apenas na sua existência.
Senão vejamos: com duas ou três pinceladas, a teoria da Gestão de Competências é, hoje, uma coisa que já Hitler defendia há 70 anos: a supremacia da raça ariana. Ou seja, define-se um perfil ideal para as funções, em que se não se atingem as competências necessárias (tais como o cabelo loiro e os olhos azuis)... é-se engolido pelo sistema. A teoria de Gestão de Competências, sem essência, solidariedade e subsidiariedade, não passa disto. Não me interpretem mal, pois continuo a ter uma visão economicista da gestão de pessoas. Mas uma não invalida a outra.
Assim como esse modelo da moda que é o coaching. Se continuar a ser usado como é, se não fôr visto como um modelo conceptual e sistémico, não passa de uma ferramenta básica de adestramento, tão ao gosto do velhinho Taylor na sua Revolução Industrial.

Esta é a conclusão a que hoje se chega. Bem como outra. Nunca ler Charles Handy (Era da Incerteza) ou Domenico De Masi (Economia do Ócio) sob a influência de estupefacientes.

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Monday, March 17, 2008

Em resposta ao último post

Tenho a dizer que, apesar de satisfeito pelo (mais um) regresso do sócio, não cedo a pressões nem dele nem dos infiéis leitores que lhe foram fazer queixinhas, para me limitarem o número de linhas. As linhas escritas, é a essas que me refiro.

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Thursday, February 07, 2008

Sugestões para as multinacionais combaterem os "desvios" internos

Li um artigo sobre o tema. E convivo, por razões profissionais, de perto com o assunto. É uma coisa muito portuguesa, muito nossa: roubar a quem tem muito não é errado. Seja uma maçã no meio de uma caixa no merceeiro (fiz muito disto em puto, depois deixei de comer maçãs), seja umas peças de roupa na loja em que trabalhamos e que recebe carregamentos de milhares de peças por semana, seja nos impostos a pagar ao Estado.

No que diz respeito ao segundo exemplo, e nomeadamente nas multinacionais com uma rede de lojas, seja qual for o produto que vende, deixo duas recomendações:

1. Seja qual for o colaborador ou o valor do roubo, ter como política fazer a respectiva queixa-crime, sem excepções. E fazer questão de ventilar isso internamente. Não porque aumenta a vergonha do larápio, mas porque os colaboradores sabem que, se forem apanhados, implicará sempre um procedimento criminal, e respectivas consequências, e não apenas um despedimento. Acreditem, é dissuador.

2. Uma espécie de cliente-mistério interno. Só contratando alguém com a missão de se infiltrar no meio e criar amizades, conseguirá desmantelar os elaborados esquemas. Acreditem também que conseguem ser mesmo elaborados.

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Sunday, January 27, 2008

Títulos desportivos de amanhã

A Bola: «Está acesa a luta pelo campeonato»

O Jogo: «Está acesa a luta pelo campeonato da 2ª Circular»

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Monday, November 05, 2007

Enquanto os espanhóis sonham com uma isla esses atrevidos querem um islão.
Enquanto nós nos contentamos com um bom coro, eles pedem um corão.
A nós, especialistas, basta-nos uma ramada, eles fazem questão de um ramadão.
Estão-se a armar...

Sermente (in Mania das Grandezas)

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Monday, July 30, 2007

Olha que grande ideia...

Aproveitando as boas práticas do nosso Governo, na apresentação do Plano Tecnológico da Educação, estou a pensar contratar um figurante para substituir o Sermente.

Só para continuar a parecer que o Estado da Coisa é uma sociedade, que tal?

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Tuesday, July 03, 2007

Que é feito de uns gajos...


... que partilhavam uma música engraçada, que até comentavam neste barraco de vez em quando (diz-se que um deles supostamente até é co-autor desta espelunca), que até estavam em gravações e que agora (descubro eu nas minhas pesquisas cibernáuticas) até vão dar novamente uns concertos este mês?
Andais a tratar muito mal os fãs, companheiros...


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Tuesday, June 05, 2007

Ai que saudades já tinha destas tertúlias, via mailgroups

O que começou com uma farpa sobre os professores, virou debate aceso entre o sector público e privado. Medo. E eis que solicitam a opinião do hollygang, como profissional RH, até aí mero espectador.

«Quem está de fora racha lenha, não é o que diz a sabedoria popular? Sem querer armar-me no apaziguador, concordo com os argumentos de ambos. E já que fui convidado a opinar, cá vai.

Tudo que posso partilhar é basicamente opinião formulada numa base de experiência pessoal, cuja amostra, admito, possa não ser representativa de todo o universo. E o que escrevo não tem nada a ver com posição política, pois desde que vejo socialistas a tomar posições sociais-democratas e vice-versa, já desisti de ter opinião.
No que diz respeito à máquina do funcionalismo público, no qual incluo também a Educação, não acredito no sistema e no modelo de gestão global. Não compreendo profissionais que são contra picagens de ponto, avaliações de desempenho, mudança, produtividade, objectivos, lucro. Acredito que as organizações devem ser viáveis e que só fazem sentido quando satisfazem a razão para a qual foram criadas.
Se os funcionários públicos estão a perder direitos? Estão. Se acho que, em comparação com o privado, tinham direitos a mais? Também acho. Pura e simplesmente não deveriam existir diferenças, tanto ao nível dos direitos como dos deveres. Numa perspectiva macro, as empresas estatais têm objectivos políticos. Os comerciais são secundários. O dinheiro não chega? «Eh pá, manda buscar mais uma remessa ao cofre sem fundo que é o dinheiro dos contribuintes». E assim os salários de quem lá está estão assegurados. E os direitos adquiridos garantidos, lembram os sindicatos. Nasce uma acomodação. Uma burocracia. Um relaxamento contaminante. São de louvar os profissionais que resistem a esta aculturação generalizada, que regra geral abraça quem lá chega, ainda com vontade, sufocando-as.

As empresas não são a Santa Casa da Misericórdia. Existe Responsabilidade Social, mas mesmo essa tem subliminarmente um objectivo de marketing interno e externo. A função Recursos Humanos é conciliar o objectivo organizacional, com os objectivos individuais dos seus colaboradores. É, assim, motivar as suas pessoas, formando-as, recompensando-as directa ou indirectamente, avaliando e desenvolvendo-as, dando-lhe margem de progressão interna, indo de encontro o máximo possível às suas expectativas. Com que objectivo? De forma a rentabilizá-las em prol do negócio. Mai’nada! E esta balança tem de se manter equilibrada. Quando deixa de existir esse mutualismo, a relação de trabalho deixa de ser interessante. O trabalhador que não rende é dispensado. A empresa que não alicia, perde os seus melhores profissionais, aqueles que gerem e acreditam nas suas competências com o objectivo de serem sempre apetecíveis para o mercado. Lei de selecção natural, em versão urbana. Os que ficam, “por ficar”, não rendem, nem reactiva muito menos proactivamente. Bola de neve. O negócio acaba então por se extinguir.
O factor de filosofia mais pública que existe no privado é, tão só, a legislação laboral. Onde não aparece a palavra desempenho. Apenas horário. Tem de entrar às 9h. Tem de cumprir 40 horas por semana. E já chega assim. Sim, acho-a ainda proteccionista. Quando na realidade, na maior parte das empresas de sucesso, não importa a que horas chegas. Não importa quantas horas cumpres (normalmente, ficas bem a perder). Tens é de cumprir os objectivos para os quais foste contratado, sob pena de não seres apto para a função e ires à vidinha. Orçamentos a cumprir, sem derrapagens possíveis. E este é um peso considerável, não ter nada garantido. Mas um peso que também estimula. A Lei necessita de manter os empresários com rédea curta, senão seria um abuso, alega-se. E cresciam as injustiças. Verdade. Mas não conheço nenhum empresário que não queira ter os melhores profissionais consigo, aqueles que seriamente se empenham, atingem resultados e contribuem positivamente para o seu negócio. Mesmo aquele empresário português de mentalidade típica, que dirige a nossa micro e pequena empresa, e que procura o lucro fácil e rápido, em detrimento da estratégia para o futuro. Conceito de emporwement, a preocupação com o negócio não é da exclusiva responsabilidade do patrão.

Porque razão a gestão não ser a mesma nos dois sectores? O Estado não precisa, com a excepção de um ou outro serviço, de dar lucro na sua generalidade? Senão, a manta fica cada vez mais curta. Está um pau de dois bicos… o escrivão estereotipado acha que não é, ainda, devidamente estimulado para ter a obrigação de produzir qualquer coisa de útil. E o Estado acha que já há benesses a mais para quem não produz (excepção para os políticos, eles próprios, mas isso seria outra discussão). Só não percebo porque, sempre que o Estado quer diferenciar o trigo do joio, a revolta é geral.
Claro que há bons e maus exemplos no público e no privado. Claro que há excepções. Claro que há professores maltratados. Claro que há professores mais dedicados que muitos privados e que dão aulas com sentido social, coisa que adivinho que eu não seria capaz de fazer. Costumo dizer, nem mercenário nem missionário.

E a moral é esta. Quem não está bem, tem de fazer pela vida e não ficar à espera da responsabilidade dos outros, ou do Estado Pai. E a nossa responsabilidade onde fica? É este o nosso auto conceito? Na minha terra diz-se: «É só benha, benha, benha!». Se calhar é de mim, que tenho a mania que sou liberal demais. E, como disse, isto é só opinião.»


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Tuesday, May 29, 2007

A malta põe-se a jeito e obriga um gajo a ser assertivo...

Chamada telefónica para um Centro de Emprego, para falar com uma amiga que lá trabalha. Atende o recepcionista.

«Bom dia, é possível falar com a Dra. [X]?»
«Concerteza, quem pretende falar?»
«[hollygang]»
«E é de alguma empresa?»
«Não, é particular.»
«Posso saber qual é o assunto, sr. [hollygang?]»
«Não, não pode. É precisamente particular.»
«Ah... uh... concerteza. Só um momento que vou passar.»

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Wednesday, April 25, 2007

A gestão de pessoas e os conflitos de interesse

Vou falar da gestão de recursos humanos. O tema é chato para o contexto deste espaço, concordo. E ainda que o Estado da Coisa seja orientado para os desejos do cliente, o facto de ser meu dá-me também o direito de utilizá-lo, de quando em vez, para exorcitar fantasmas e descarregar frustrações. E mai'nada.

É a minha actividade profissional há praticamente uma década. Nos últimos dois anos, como consultor independente que presta serviços na área da gestão de pessoas (recrutamento e selecção, gestão de competências e desempenho, formação e avaliação). Os meus clientes são empresas especializadas (dizem eles) de consultoria que por sua vez prestam serviços, através de mim, aos seus clientes, organizações que vêm vantagens no outsourcing da gestão de pessoas.

Em termos técnicos, estão na consultoria as melhores práticas e inovações, advindo a vantagem da aprendizagem acelerada, mas confesso que prefiro o contexto intra. Ou seja, no departamento RH de uma empresa, com um negócio qualquer, com uma cultura organizacional humana que assume como estratégica. Porque aí, posso avaliar, a longo prazo, o impacto das minhas medidas e aferir a sua integração em função do negócio.
Entendo que a gestão de recursos humanos tem uma função e um desafio. A função é desenhar o alvo e a seguir sair da frente. Ou seja, desenhar processos, criar ferramentas e formar chefias para que possam elas próprias utilizar essas ferramentas e gerir os seus recursos humanos. Descentralização de poder ou, melhor ainda, o conceito de emporwement. O desafio é conseguir, de uma forma mais clara, traduzir clara e contabilisticamente a relação investimento-retorno. Porque esta gestão não é filosófica, serve um negócio, motivando pessoas de diversas formas com o objectivo de as rentabilizar e gerar lucros.

Ora na consultoria tudo é diferente. A consultoria não tem um negócio qualquer. A consultoria vende serviços de recursos humanos e tem um interesse comercial directo. Costumo dizer que ninguém entrega um diagnóstico de necessidades de formação a uma consultora que venda formação, pois o resultado do estudo será óbvio. Muitas vezes, as medidas mais adequadas e eficazes ao problema do cliente... estão no cliente, são simples e não são facturáveis. Mas a consultoria por vezes adorna, rabusca, complica, confunde e apresenta depois uma solução inovadora. E cara. Surge, por vezes, um claro conflito de interesses.

E a especialização leva ainda a outra entropia. A presunção. Concluir que o colaborador da empresa A não tem capacidade de liderança, após observá-lo um dia em provas de grupo e contexto de assessment é, no mínimo, abusivo e arrogante. E não me venham falar em comportamentos projectivos e janelas de observação, que já não posso com clichet's baratos.
E, no máximo, é desonesto. Porque ao deixar a pista da lacuna na liderança, a seguir vendo mais uma acção de formação. Especializada. Dizem vocês: «Pelo menos para o homem não é mau de todo porque vai aprender qualquer coisa na Formação».
Também não concordo. Porque a formação comportamental não é uma formação de saber fazer, de competência. É antes uma sensibilização de atitude, que pressupõe sempre uma vontade para a mudança e desenvolvimento. E como conseguir isso de um homem que não reconhece justiça na avaliação que lhe é feita? E como aspirar resultados positivos da formação, com impactos no desempenho futuro do colaborador?

E agora sim, vou dormir mais levezinho, até porque já é horinha.

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Thursday, March 08, 2007

Vai ser preciso tomar outras medidas?

Quer dizer, um gajo cheio de boa vontade oferece 50% do capital deste magnífico blog e o fulano nada? Escrever nem vê-lo... nem sequer se volta a registar a seguir ao up-date, tendo já recebido as instruções há 28 dias! Tacho como este não arranjas, meu amigo... Sabias que te pode, inclusivé, abrir as portas para a política e para o mundo do crime (privado)?

Mais: faz-se um processo de selecção para colaboradores externos, e os afortunados dois vencedores, 42 dias após a adjudicação... nadinha?

Mas qu'é que vem a ser esta merda? Só o patrão é que trabalha?

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