Monday, June 22, 2009

Imaginem-se numa esplanada

E imaginem que na mesa ao lado está o Drulovic (antigo jogador de futebol do FCP e SLB) a beber finos e comer tremoços, com mais 2 ganapos. E imaginem que, eis quando senão, reparam que o Drulovic está descaradamente (sublinho o descaradamente) a babar pelas mamas da vossa cara-metade, mesmo nas vossas barbas. Oh situação do caraças!
O que fazer? Vista grossa, pelo desconto das alegrias que já me proporcionou no passado com os cruzamentos que fazia para a testa do Jardel? Ou, como até já foi há muito tempo e pela falta de respeito muito actual, simplesmente em bom português dizer-lhe: «Vê lá que a mistura de leite e cerveja pode fazer-te mal aos dentes...».

Tá fácil de ver, não está?

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Saturday, January 17, 2009

A fazer amigos nas reuniões de condomínio - Parte 2

Eram 23:00 de sexta-feira. A reunião começara às 21:00. Esmifraram-se ao pormenor temas de suprema relevância como o tempo que a luz permanece ligada quando activada pelo sensor, se fecha a porta da entrada se não fecha, se a senhora da limpeza vai um dia ou duas manhãs, entre outros. Àquela hora tratavam-se dos formalismos, de aprovar a minuta da acta (sim, só a minuta). Utilizavam-se termos no trato relacional como «Sr. Presidente da Assembleia», cantava o administrador em tom de leilão «quem vota, quem se abstem, aprovado por unanimidade» e eis que alguém decide questionar se a clausula terceira não devia ser a quarta e a quarta devia ser a terceira.

Explode o personagem: «Podemos ultrapassar esse pormenorzinho? Serei eu o único a não ter nenhum prazer mórbido no tempo desperdiçado nestes formalismos?»

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A fazer amigos nas reuniões de condomínio - Parte I

Decorria uma tertúlia mesquinha acerca do barulho que, supostamente, provém do apartamento de uma vizinha, não presente na reunião. «Ai a música alta» diz o 3º Esq., «Ai o karakoe até altas horas» reclama o 1º Centro, «Ai os tacões e os 'conbíbios' à noite» refere o administrador do condomínio. Até que todos os olhares se centram na personagem, à espera de opinião para ultimar a unanimidade.

«Nunca ouvi nada. Devo ser mouco.»

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Thursday, November 13, 2008

Fui tratar do meu Cartão Único.


Hoje, porque caducou o meu BI, fui requisitar um CU.
Deparo com uma funcionária sorridente que diz que antes de tratar do meu CU tem que dar o CU já previamente requisitado a duas pessoas que estavam à minha frente. Aguardei enquanto observava a operação da entrega definitiva do CU. Achei excitante a fusão do cartão de contribuinte com o de segurança social, utente e BI. Ou seja, isto está a especificar, dantes era BI agora é só CU.
Optaram por nomeá-lo de cartão de cidadão, pelos vistos, para não se prestar à chacota e outras associações com o Primeiro-Ministro que tratou do CU a toda gente, mas não deixa de ser um CU, ou melhor, ele funciona como um CU.
Aliás, o provérbio quem tem CU tem medo passa agora, e só agora, a fazer todo o sentido.
Por várias razões.
Primeiro, não estamos livres de ter que pagar uma emergência hospitalar no balcão das finanças, sob a pena de não receber o IRS.
Segundo, se perdermos o CU perdemos tudo, embora esta já fosse uma máxima nas culturas másculas.
Sinto-me como se tivesse chegado a uma era nova onde, quem diria?, a vigia vai entrar nos nossos hábitos pelo CU.
Um género de Big Brother a que sugiro o nome de Olho do CU.

Sermente (today i'm very gay)

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Tuesday, March 11, 2008

Uma atitude pedagógica

Aqui o meu louvor ao Soldado Rodrigues da Brigada de Trânsito. Mandou-me encostar esta manhã à entrada de Coimbra, para me alertar que inseriu a matrícula do meu carro no computador e acusou que a Inspecção Periódica Obrigatória não estava realizada no prazo legal. De seguida, pediu-me os documentos e emitiu-me uma coima de 250 euros. Mais: alertou-me para ter cuidado, pois apesar de ter 15 dias para pagar, se tivesse um acidente a Seguradora podia recusar-se a assumir. Um amor, este homem.

Ficamos a sorrir um para o outro. Ele a tentar imaginar porque eu sorria. Eu a imaginar que ele pensava: «Já te fodi». Agradeci. E disse-lhe que o que me valia era que ele não conseguia ler pensamentos.

Nota: o desconhecimento da Lei não justifica o seu incumprimento. Certo. Mas o meu carro só fez 4 anos há 11 dias. Eu sabia lá que o prazo era de 4 anos. E não devia a Citroen, como parte do serviço, avisar os seus clientes deste facto, já que um gajo lá vai levar o guito todas as revisões? Um postalzinho, uma SMS... eu vou dizer-lhes na próxima sondagem de avaliação de satisfação.

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Thursday, December 20, 2007

Entretanto, a mudança!

Já Charles Darwin dizia: «Aquele que sobrevive não é o mais forte nem o mais inteligente, mas sim aquele que melhor se adapta à mudança». Pois eu estes dias mudei de residência. E, ao contrário do que dizia o Zigle num comentário anterior, não mudei para melhor. Logo, se mais alguém tinha a infeliz ideia de esperar melhores textos em consequência disso... digamos que, obviamente, pode esquecer.

Também ao De Moura agradeço a oferta da ajuda. Ainda que a posteriori. Daqui a 3 ou 4 meses terás oportunidade de te redimir, já que se avizinha nova mudança. Tens a terefa facilitada porque agora estás só a dois quarteirões da minha morada. Não vais precisar vir de carro.

Estou temporariamente num T2+1 alugado em Matosinhos. Cujo inquilino era o gajo que me comprou o T1. Então fizemos a mudança no mesmo dia, após escritura. Já que o T3 que comprei só estará pronto em Março. Ok, o construtor diz em Março, sejamos optimistas e apontemos para... Maio.

Queria também partilhar convosco que o gajo que cá vivia, um vendedor imobiliário da Laforet, era um autêntico... digamos... badalhoco. Vá, um porco. Enfiei toda a minha mobília, roupa acondicionada e caixotes numa divisão no dia da mudança. Dormi 2 noites em casa dos meus pais. E tive cá, entretanto, uma equipa de 2 pessoas durante 10 horas a fazer limpeza geral que me ficou por praticamente 200 euros. Fizeram questão de me dizer que, apesar da vasta experiência profissional, nunca tinham visto casa tão suja. Não me custa acreditar. Os botões do fogão colavam de tanta gordura. A banheira, afinal, é de outra côr. E, quando pergunto ao gajo, de forma diplomática mas assertiva, como é possível ser tão imundo, ele responde: «Sabe como é, um homem a viver sozinho...». Não sei. Não sei mesmo. Sei é que a minha primeira medida foi ir às compras ao AKI, calçar umas luvas de plástico daquelas das bombas de gasolina e trocar o tampo da sanita.

Agora toda a casa tresanda a lixívia e detergentes. Mas ainda assim não consegui ainda cozinhar, não consigo andar descalço e a tomar banho tenho o cuidado de não me deixar tocar nas paredes. Sim, está a custar-me como o caraças. Porco de merda.

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Thursday, December 13, 2007

Raça do caraças

Os taxistas portuenses têm o dom de me fazer lembrar sempre daquele sketch do Gato Fedorento em que o RAP, referindo-se aos ciganos, diz: «Aquilo é um povo que era tudo para ir à vida também».

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Monday, August 20, 2007

Salazar ainda mexe nos genes de cada um de nós

Repressão é neurose. Nunca se substime o poder inconsciente de um recalcamento. Porque na cabeça dos portugueses ainda se aceita, com espantosa tolerância, o extremismo de esquerda. Herança de muitos anos de opressão. Que, curiosamente, parece que às vezes ainda dava jeito à plebe.

Parece existir uma moral superior na cerimónia: se em vez de uns primitivos activistas de esquerda, grunhindo, entre dois charros, palavras de ordem pseudo-ambientalistas, fosse um grupo de extrema direita a escacar, por puro gozo, um campo de milho, teriam as autoridades feito um esforço mais célere para fazer cumprir as regras de um Estado de Direito?

A esta eu respondo: sem dúvida. Mais: ainda que fosse um grupo de cabeça rapada a destruir a plantação de cannabis dos hippies, os primeiros (e talvez únicos) a ir dentro eram os carecas. Com o aplauso generalizado e entusiasta da plateia. Certinho. Não compreendo. No meio de tanta bestialidade, pelo menos uma das matilhas lava-se.

O apelo social contra os transgénicos, já quase compreendo. Curioso é que não se incomodam os acéfalos "pacifistas", que a ganza que fumam, importada ali do nordeste de Marrocos, além de merda de camelo (e daí os efeitos secundários), esteja carregada de Xanax's e outros químicos produzidos pelo império capitalista.

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Wednesday, July 25, 2007

Alguém tem um alicate de pontas?

Gosto muito de ouvir música. E o meu local predilecto, também por uma questão de gestão de tempo, é o carro. As viagens e o trânsito.

Acontece que o leitor de CD decidiu morrer com um CD lá dentro. Não há botão que reaja, nem Play nem Eject. Estou limitado ao rádio. Quando se anda no trânsito da cidade, ainda se remedeia. Mas na província, meus amigos, na província é o terror.

Faz-me lembrar os tempos que não tinha TV Cabo e o zapping resumia-se a 4 botões.

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Monday, June 04, 2007

Pensamento do Dia
Eh pá... há tanto tempo que não existia um pensamento do dia (aliás, que não existia pensamento nenhum).

«O mais ridículo provincianismo é aquele disfarçado de cosmopolita»
hollygang, 2007

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Thursday, March 22, 2007

FPF convida 500 sem-abrigo para o jogo Portugal-Bélgica
Iniciativa com a Santa Casa da Misericórdia, Câmara de Lisboa e a CAIS

Os bilhetes são válidos para a zona coberta, mas os convidados serão obrigados a abandonar a bancada no final do jogo, logo após a saída dos profissionais da comunicação social.

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Wednesday, March 21, 2007

É por causa destes senhores que a Euribor não pára quieta e a malta não tem dinheiro para mais do que um T1


Banco Central Europeu - Frankfurt

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Saturday, March 03, 2007

Os velhinhos nos ATM's

Mete o cartão. Engana-se no código. Volta a meter o cartão. Pede o saldo. Tira o cartão. Confere o talão. Mete o cartão. Engana-se no código. Volta a meter o cartão. Levanta 10 euros. Confere o talão. Mete o cartão. Engana-se no código. Volta a meter o cartão. Tira o extracto de movimentos de conta. Confere o talão. Olha para a máquina 2 vezes com ar: «Não me estás a tentar passar a perna, pois não?». Finalmente, cede a vez.

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